Impactos da exposição precoce e excessiva às telas no neurodesenvolvimento Infatil: Uma revisão integrativa

Autores

  • Isla Kelly Alves de Andrade
  • Beatriz Pinheiro Sandes de Almeida
  • Bruna Michelly de Barros Canuto Pinheiro
  • Denise dos Anjos Neves
  • Emilly Vitória de Paiva Xavier Oliveira
  • Gustavo Borges Zanini
  • Isabella Prado Munuera
  • José Roberto Machado de Amorim Filho
  • Letícia Barbosa Silva
  • Lucas Moreira Sousa
  • Marêssa Francielly Maia Parreira
  • Sabrina Rego Martins

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p559-564

Palavras-chave:

Tempo de tela, Neurodesenvolvimento, primeira infância, linguagem

Resumo

A exposição precoce e excessiva às telas tem se consolidado como um importante fator ambiental modificável com potencial impacto negativo no neurodesenvolvimento infantil. Este estudo teve como objetivo analisar, à luz da literatura científica recente, os efeitos do tempo excessivo de tela sobre o desenvolvimento cognitivo, comportamental e estrutural do cérebro na primeira infância, bem como ressaltar a importância da orientação pediátrica baseada em evidências. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed e JAMA Pediatrics. Foram selecionados cinco estudos publicados entre 2020 e 2025, que investigaram a associação entre tempo de exposição às telas e marcos do desenvolvimento infantil. Os resultados evidenciaram associação consistente entre o uso excessivo de telas e atrasos no desenvolvimento da linguagem, prejuízos nas funções executivas e alterações na integridade da substância branca cerebral. Observou-se ainda que a exposição precoce substitui interações sociais fundamentais, impactando negativamente a regulação emocional e aumentando o risco de comportamentos de desatenção. Conclui-se que o tempo excessivo de tela constitui um fator de risco modificável para atrasos no desenvolvimento infantil, reforçando a necessidade de estratégias preventivas, educação familiar e atuação proativa dos profissionais de saúde.

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Referências

HUTTON, J. S. et al. Associations between screen-based media use and brain white matter integrity in preschool-aged children. JAMA Pediatrics, v. 174, n. 1, p. e193869, 2020.

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NOBRE, J. N. P. et al. Fatores determinantes no tempo de tela de crianças na primeira infância. Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, n. 3, p. 1127–1136, 2021.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Manual de orientação: #MenosTelas #MaisSaúde. Rio de Janeiro: SBP, 2019.

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Publicado

2026-02-11

Como Citar

Alves de Andrade , I. K., Pinheiro Sandes de Almeida, B., de Barros Canuto Pinheiro, B. M., dos Anjos Neves , D., de Paiva Xavier Oliveira, E. V., Borges Zanini, G., Prado Munuera, I., Machado de Amorim Filho, J. R., Barbosa Silva, L., Moreira Sousa, L., Maia Parreira, M. F., & Rego Martins, S. (2026). Impactos da exposição precoce e excessiva às telas no neurodesenvolvimento Infatil: Uma revisão integrativa . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(2), 559–564. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p559-564