Impactos da exposição precoce e excessiva às telas no neurodesenvolvimento Infatil: Uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p559-564Palavras-chave:
Tempo de tela, Neurodesenvolvimento, primeira infância, linguagemResumo
A exposição precoce e excessiva às telas tem se consolidado como um importante fator ambiental modificável com potencial impacto negativo no neurodesenvolvimento infantil. Este estudo teve como objetivo analisar, à luz da literatura científica recente, os efeitos do tempo excessivo de tela sobre o desenvolvimento cognitivo, comportamental e estrutural do cérebro na primeira infância, bem como ressaltar a importância da orientação pediátrica baseada em evidências. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed e JAMA Pediatrics. Foram selecionados cinco estudos publicados entre 2020 e 2025, que investigaram a associação entre tempo de exposição às telas e marcos do desenvolvimento infantil. Os resultados evidenciaram associação consistente entre o uso excessivo de telas e atrasos no desenvolvimento da linguagem, prejuízos nas funções executivas e alterações na integridade da substância branca cerebral. Observou-se ainda que a exposição precoce substitui interações sociais fundamentais, impactando negativamente a regulação emocional e aumentando o risco de comportamentos de desatenção. Conclui-se que o tempo excessivo de tela constitui um fator de risco modificável para atrasos no desenvolvimento infantil, reforçando a necessidade de estratégias preventivas, educação familiar e atuação proativa dos profissionais de saúde.
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Referências
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