Infarto Agudo do Miocárdio no Estado do Paraná: Análise das Internações Hospitalares e Óbitos no Sistema Único de Saúde entre 2015 e 2024

Autores

  • Lara Rufato Figueiredo UniCesumar
  • Izabele Gomes Malaquias da Silva
  • Carolina Oliveira Nanni
  • Ana Carolina Santana da Silva Mangialardo
  • Gabriel Rodrigues Ferrão Murata
  • Bruna Pereira Bonfim
  • Juliana Laura Zdanuk de Souza
  • Gabriela Soccol
  • Ellena Lugao Barbalho
  • Rafaella Balbo
  • Maria Júlia Turra
  • Bruna Corrêa Santini
  • Sabrina Mara Dezordi
  • Camilly Rodrigues Vieira
  • Caroline Saldanha Rui
  • Maria Eduarda Mayerle de Oliveira
  • Vivian Pegoraro Dias
  • Ana Beatriz Manfrinato Batistella
  • Larissa Cremonezi Moreno
  • Eloiza Rodrigues Bonetto
  • Carolina Agostinho Munhoz

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p755-768

Palavras-chave:

Infarto do miocárdio, Doenças cardiovasculares, Hospitalização, Sistema Único de Saúde, Epidemiologia

Resumo

O infarto agudo do miocárdio (IAM) permanece como uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular, representando importante desafio para os sistemas públicos de saúde. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por grande parte das internações relacionadas à doença, tornando relevantes as análises epidemiológicas regionais. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas internações hospitalares por IAM ocorridas no estado do Paraná entre 2015 e 2024, considerando as variáveis ano de ocorrência, sexo, faixa etária, número de internações e óbitos hospitalares. A letalidade hospitalar foi calculada pela razão entre óbitos e internações, multiplicada por 100. No período analisado, foram registradas 84.072 internações hospitalares por IAM, com 8.976 óbitos hospitalares, resultando em letalidade global de 10,67%. Observou-se predomínio do sexo masculino, responsável por 64,8% das internações, e maior concentração de casos em indivíduos com 60 anos ou mais. A letalidade hospitalar foi mais elevada no sexo feminino e em pacientes idosos. Variações temporais foram observadas ao longo da série histórica, especialmente durante o período da pandemia de COVID-19. Conclui-se que o IAM manteve-se como importante causa de internação e mortalidade hospitalar no SUS no estado do Paraná entre 2015 e 2024, reforçando a necessidade de estratégias contínuas de prevenção cardiovascular e de fortalecimento da rede de atenção às urgências.

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Publicado

2026-02-13

Como Citar

Rufato Figueiredo, L., Gomes Malaquias da Silva , I., Oliveira Nanni , C., Santana da Silva Mangialardo , A. C., Rodrigues Ferrão Murata, G., Pereira Bonfim , B., Zdanuk de Souza, J. L., Soccol, G., Lugao Barbalho , E., Balbo, R., Turra, M. J., Corrêa Santini, B., Mara Dezordi, S., Rodrigues Vieira , C., Saldanha Rui, C., Mayerle de Oliveira , M. E., Pegoraro Dias, V., Manfrinato Batistella, A. B., Cremonezi Moreno, L., Rodrigues Bonetto , E., & Agostinho Munhoz, C. (2026). Infarto Agudo do Miocárdio no Estado do Paraná: Análise das Internações Hospitalares e Óbitos no Sistema Único de Saúde entre 2015 e 2024. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(2), 755–768. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p755-768