Infarto Agudo do Miocárdio no Estado do Paraná: Análise das Internações Hospitalares e Óbitos no Sistema Único de Saúde entre 2015 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p755-768Palavras-chave:
Infarto do miocárdio, Doenças cardiovasculares, Hospitalização, Sistema Único de Saúde, EpidemiologiaResumo
O infarto agudo do miocárdio (IAM) permanece como uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular, representando importante desafio para os sistemas públicos de saúde. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por grande parte das internações relacionadas à doença, tornando relevantes as análises epidemiológicas regionais. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas internações hospitalares por IAM ocorridas no estado do Paraná entre 2015 e 2024, considerando as variáveis ano de ocorrência, sexo, faixa etária, número de internações e óbitos hospitalares. A letalidade hospitalar foi calculada pela razão entre óbitos e internações, multiplicada por 100. No período analisado, foram registradas 84.072 internações hospitalares por IAM, com 8.976 óbitos hospitalares, resultando em letalidade global de 10,67%. Observou-se predomínio do sexo masculino, responsável por 64,8% das internações, e maior concentração de casos em indivíduos com 60 anos ou mais. A letalidade hospitalar foi mais elevada no sexo feminino e em pacientes idosos. Variações temporais foram observadas ao longo da série histórica, especialmente durante o período da pandemia de COVID-19. Conclui-se que o IAM manteve-se como importante causa de internação e mortalidade hospitalar no SUS no estado do Paraná entre 2015 e 2024, reforçando a necessidade de estratégias contínuas de prevenção cardiovascular e de fortalecimento da rede de atenção às urgências.
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