CONDIÇÕES DE TRABALHO EM UTI E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO TRABALHADOR
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p583-592Palavras-chave:
Unidade de Terapia Intensiva; Saúde do trabalhador; Condições de trabalho; Estresse ocupacional; Síndrome de Burnout; Saúde mental.Resumo
As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) constituem ambientes assistenciais de elevada complexidade, caracterizados por demandas contínuas de cuidado, uso intensivo de tecnologias e tomada rápida de decisões clínicas. Nesse contexto, os trabalhadores da saúde encontram-se expostos a condições laborais potencialmente geradoras de desgaste físico e sofrimento psíquico. O presente estudo teve como objetivo analisar as condições de trabalho em UTIs e seus impactos na saúde física e mental dos profissionais, por meio de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa. A busca foi realizada nas bases SciELO, BVS, LILACS e MEDLINE/PubMed, considerando artigos disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol, que abordassem riscos ocupacionais, estresse, Burnout e adoecimento relacionado ao trabalho em terapia intensiva. Os resultados evidenciaram elevada prevalência de fadiga, distúrbios musculoesqueléticos, alterações do sono, estresse ocupacional, ansiedade, sintomas depressivos e Síndrome de Burnout, associados principalmente à sobrecarga de trabalho, jornadas prolongadas, insuficiência de recursos humanos e exposição frequente ao sofrimento e à morte. Observou-se, ainda, que fatores organizacionais e psicossociais influenciam diretamente o processo de adoecimento, enquanto estratégias institucionais de apoio, dimensionamento adequado de pessoal e promoção da saúde mental atuam como elementos protetores. Conclui-se que a melhoria das condições de trabalho em UTIs é fundamental para a proteção da saúde dos profissionais, para a qualidade da assistência e para a segurança do paciente, sendo necessária a implementação de políticas institucionais voltadas à promoção de ambientes laborais saudáveis.
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