Perfil epidemiológico das internações por septicemia no Brasil no período de 2015 a 2025

Autores

  • Eduardo Coutinho F Bocate UEPG
  • Abdo Rahmen Nasser Mourad UNINGÁ
  • Gabriel Rodrigues Ferrão Murata UNINGÁ
  • Hania Nasser Mourad UNINGÁ
  • Lucas Azarias Quilici UNINGÁ
  • Carolina Oliveira Nanni UNICESUMAR
  • Ana Carolina Santana da Silva Mangialardo UNINGÁ
  • Ana Laura Leite Augusti UNINGÁ
  • Maria Vitória Volpato Guimarães UNINGÁ
  • Kenniara Pietra de Lara Geffer UNINGÁ
  • Vanessa Faria de Almeida Schneider FPP
  • Amanda Maria de Lara Geffer UNIFATEB
  • Ligia Maria Costa Scheifer UNIFATEB
  • Lara Rufato Figueiredo UNICESUMAR
  • Izabele Gomes Malaquias da Silva UNICESUMAR
  • Mirela de Pieri Cioni INTEGRADO
  • Vivian Pegoraro Dias INTEGRADO
  • Jade Abdel Karim Falbot Dayeh INTEGRADO
  • Beatriz Gondo Galace INTEGRADO
  • Otavio Daleffe Mazzo INTEGRADO

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p541-558

Palavras-chave:

Septicemia; Sepse; Hospitalização; Epidemiologia; Brasil.

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das internações por septicemia no Brasil, no período de 2015 a 2025. Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, quantitativa e epidemiológica, baseada na análise de dados secundários provenientes do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram avaliadas variáveis como região geográfica, faixa etária, sexo e cor/raça. No período analisado, foram registradas 1.539.642 internações por septicemia, com maior concentração na Região Sudeste, seguida pelas regiões Nordeste e Sul. Observou-se predominância de internações em idosos, especialmente na população com 60 anos ou mais, que concentrou a maior parte dos registros, além de participação relevante de lactentes, evidenciando a vulnerabilidade dos extremos de idade. Verificou-se discreta predominância do sexo masculino (52,1%) e maior número de internações entre indivíduos pardos e brancos, embora tenha sido identificado percentual expressivo de registros com cor/raça não informada, o que limita análises mais aprofundadas sobre desigualdades raciais. A análise temporal demonstrou alterações importantes no padrão de internações a partir de 2020, período coincidente com a pandemia de COVID-19, sugerindo impacto tanto da sepse associada à infecção pelo SARS-CoV-2 quanto de mudanças na dinâmica dos serviços de saúde. Os resultados evidenciam a elevada carga assistencial associada à septicemia no Brasil e reforçam a necessidade de fortalecer estratégias de diagnóstico precoce, qualificação da atenção hospitalar, aprimoramento dos sistemas de informação em saúde e intensificação das ações de vigilância epidemiológica, com vistas à redução da morbimortalidade relacionada à sepse no âmbito do Sistema Único de Saúde.

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Referências

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Publicado

2026-02-11

Como Citar

Coutinho F Bocate, E., Rahmen Nasser Mourad, A., Rodrigues Ferrão Murata, G., Nasser Mourad, H., Azarias Quilici, L., Oliveira Nanni, C., Carolina Santana da Silva Mangialardo, A., Laura Leite Augusti, A., Vitória Volpato Guimarães, M., Pietra de Lara Geffer , K., Faria de Almeida Schneider, V., Maria de Lara Geffer, A., Maria Costa Scheifer, L., Rufato Figueiredo , L., Gomes Malaquias da Silva , I., de Pieri Cioni , M., Pegoraro Dias, V., Abdel Karim Falbot Dayeh, J., Gondo Galace, B., & Daleffe Mazzo, O. (2026). Perfil epidemiológico das internações por septicemia no Brasil no período de 2015 a 2025. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(2), 541–558. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p541-558