TETRALOGIA DE FALLOT: SINAIS CLÍNICOS, COMPLICAÇÕES E ACOMPANHAMENTO NA INFÂNCIA

Autores

  • Breno Kevin Noronha Oliveira
  • Gabriel Gomes Figueiredo
  • Bruna Luise Hoff Jaeger
  • Leonardo Idres
  • Bruna Silvano Zorzetti de Carvalho
  • Maria Clara Santos Lacerda
  • Gabriella Peres da Cunha
  • Natália Bettiato Zattera
  • Daniel Coutinho Sales
  • Beatriz Castro Lopes
  • Lilian Façanha da Silva Amorim
  • Melissa Lorenzutti

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p861-870

Palavras-chave:

Cardiopatia; Tetralogia de Fallot; Complicações.

Resumo

Introdução: A Tetralogia de Fallot é uma cardiopatia congênita cianótica de elevada relevância na prática pediátrica, caracterizada por alterações anatômicas que comprometem a oxigenação sistêmica e determinam manifestações clínicas variáveis desde o período neonatal. A apresentação clínica depende, principalmente, do grau de obstrução da via de saída do ventrículo direito, podendo evoluir com cianose, crises hipóxicas, atraso no crescimento e complicações sistêmicas. O diagnóstico e a intervenção precoces são determinantes para a redução da morbimortalidade e para a melhoria do prognóstico ao longo da infância. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, abrangendo artigos publicados entre 2016 e 2026, em língua portuguesa e inglesa, nas bases PubMed e SciELO. Foram incluídos estudos observacionais, revisões narrativas, revisões sistemáticas e estudos clínicos que abordassem sinais clínicos, complicações, manejo terapêutico e acompanhamento da Tetralogia de Fallot na infância. Relatos de caso isolados e estudos sem acesso ao texto completo foram excluídos. Resultados e discussão: Os achados evidenciam que a Tetralogia de Fallot apresenta amplo espectro clínico, com manifestações que variam de cianose leve a crises hipoxêmicas graves, especialmente nos primeiros meses de vida. As complicações mais relevantes incluem policitemia secundária, eventos neurológicos, infecções recorrentes e alterações do desenvolvimento. A correção cirúrgica precoce, preferencialmente no primeiro ano de vida, associada ao manejo clínico adequado, reduz significativamente a mortalidade infantil. Entretanto, complicações tardias, como insuficiência pulmonar e arritmias, justificam o seguimento contínuo e especializado durante toda a infância. Conclusão: A Tetralogia de Fallot exige abordagem clínica e cirúrgica precoce, aliada a acompanhamento longitudinal estruturado, para minimizar complicações e otimizar o desenvolvimento infantil. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos e a integração multiprofissional no cuidado são fundamentais para garantir melhores desfechos e qualidade de vida aos pacientes pediátricos.

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Publicado

2026-01-28

Como Citar

Oliveira, B. K. N., Figueiredo, G. G., Jaeger, B. L. H., Idres, L., Carvalho, B. S. Z. de, Lacerda, M. C. S., Cunha, G. P. da, Zattera, N. B., Sales, D. C., Lopes, B. C., Amorim, L. F. da S., & Lorenzutti, M. (2026). TETRALOGIA DE FALLOT: SINAIS CLÍNICOS, COMPLICAÇÕES E ACOMPANHAMENTO NA INFÂNCIA . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(1), 861–870. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p861-870