"Efficacy of Integrative and Complementary Health Practices in the treatment of postpartum depression: a systematic review"
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p944-962Palavras-chave:
Postpartum Depression, Mental health, Complemetary therapies integrative, Complementary health pratices, Postpartum periodResumo
Introdução: A depressão pós-parto (DPP) é um transtorno mental prevalente, associado a prejuízos no bem-estar materno, no vínculo mãe-bebê e no desenvolvimento infantil. Apesar de psicoterapia e farmacoterapia demonstrarem eficácia, sua implementação pode ser limitada por baixa adesão, estigma, barreiras de acesso e preocupações quanto à segurança durante a lactação. Nesse cenário, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) têm sido investigadas como estratégias adjuvantes, com potencial perfil favorável de segurança, custo e aceitabilidade. Objetivo: Sintetizar criticamente as evidências científicas publicadas nos últimos cinco anos acerca da eficácia das PICS na redução de sintomas de depressão pós-parto. Métodos: Revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA. Foram pesquisadas as bases MEDLINE, SciELO e Portal de Periódicos CAPES, utilizando descritores DeCS/MeSH combinados por operadores booleanos. Incluíram-se estudos publicados entre janeiro de 2021 e novembro de 2025 que investigaram intervenções integrativas em puérperas e avaliaram sintomas depressivos e desfechos associados, como ansiedade, qualidade de vida e vínculo materno-infantil. Resultados: Foram identificados 529 registros; 47 artigos foram avaliados na íntegra e 18 compuseram a síntese qualitativa final. As intervenções mais investigadas incluíram aromaterapia, massagem terapêutica, mindfulness, reflexologia, auriculoterapia, musicoterapia, yoga e exercício físico estruturado. A maioria dos estudos relatou redução dos escores de sintomas depressivos, além de efeitos positivos sobre ansiedade, estresse, sono e bem-estar. Intervenções baseadas em mindfulness, massagem terapêutica, aromaterapia e práticas corporais apresentaram maior consistência de evidências. Contudo, observou-se heterogeneidade metodológica, com variações nos protocolos, instrumentos de avaliação e qualidade dos estudos. Conclusão: As PICS demonstram potencial terapêutico como estratégias adjuvantes no manejo da DPP, com boa aceitabilidade, baixo custo e perfil de segurança favorável. Apesar de promissores, os achados ainda exigem estudos controlados e metodologicamente robustos, futuros bem delineados.
Registro do Próspero: CRD420261277449.
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