DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE MORTE: MÉTODOS CLÁSSICOS E ATUAIS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p736-744Palavras-chave:
Intervalo pós-morte; Medicina legal; Tanatologia forense.Resumo
Introdução: A determinação do intervalo pós-morte (IPM) constitui um dos pilares da medicina legal, sendo fundamental para a reconstrução dos eventos que antecedem o óbito e para o esclarecimento de questões jurídicas. Apesar de amplamente empregada, a estimativa do tempo de morte permanece um desafio devido à influência de múltiplos fatores ambientais, biológicos e circunstanciais que afetam os fenômenos cadavéricos. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, incluindo estudos publicados entre 2016 e 2026, em língua inglesa, nas bases PubMed e BVS. Foram analisados métodos clássicos e abordagens contemporâneas para estimativa do IPM, com foco em aplicabilidade forense e limitações técnicas. Resultados e discussão: Os métodos tradicionais, como algor mortis, livor mortis e rigor mortis, continuam amplamente utilizados, porém apresentam precisão limitada quando aplicados isoladamente. Técnicas atuais, incluindo bioquímica do humor vítreo, entomologia forense, análises histopatológicas, imunohistoquímicas e abordagens moleculares, têm ampliado a acurácia da estimativa temporal, especialmente quando integradas. Conclusão: A combinação de métodos clássicos e modernos representa a estratégia mais confiável para a determinação do tempo de morte, reforçando a necessidade de abordagens multidisciplinares baseadas em evidências científicas.
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