Manejo Cirúrgico das Fraturas Blow-Out: Protocolos e Técnicas Reconstrutivas

Autores

  • Paulo Renê Farias de Almeida Oliveira
  • Sarah Frota Loiola
  • Carlos Felipe Nocrato Loiola
  • Vitor Hugo Porto Militão
  • Michele Riger da Cruz
  • Larissa dos Santos Matos
  • Christiane Eloísa Lobo e Silva
  • Maria Clara Almeida dos Santos
  • Gabriel Crivellaro Cardoso
  • Gissele Lima Ribeiro
  • Leila Ferreira
  • Josiel Abrahão Pereira de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p663-671

Palavras-chave:

Fraturas orbitárias; Blow-out; Reconstrução orbital; Manejo cirúrgico.

Resumo

As fraturas blow-out da órbita caracterizam-se pela ruptura das paredes orbitárias, geralmente o assoalho, sem comprometimento do rebordo orbital, sendo comuns em traumas faciais de média e alta energia. Essas fraturas podem resultar em alterações funcionais e estéticas importantes, como diplopia, enoftalmia, restrição dos movimentos oculares e parestesia infraorbitária, tornando o manejo cirúrgico fundamental em casos selecionados. O objetivo deste resumo é apresentar os principais protocolos e técnicas reconstrutivas empregados no manejo cirúrgico das fraturas blow-out, destacando critérios de indicação, planejamento e opções terapêuticas. A metodologia baseia-se em revisão de literatura, com análise de estudos clínicos e revisões sistemáticas publicadas em bases de dados científicas, abordando indicações cirúrgicas, tempo ideal de intervenção, materiais reconstrutivos e abordagens de acesso. Os protocolos cirúrgicos indicam tratamento conservador para fraturas pequenas e assintomáticas, enquanto a intervenção cirúrgica é recomendada em casos de diplopia persistente, encarceramento muscular, defeitos extensos e enoftalmia significativa. As técnicas reconstrutivas incluem o uso de enxertos autógenos, como osso e cartilagem, e materiais aloplásticos, como titânio, polietileno poroso e implantes personalizados, frequentemente associados ao planejamento virtual e à cirurgia guiada. Conclui-se que o manejo cirúrgico das fraturas blow-out deve ser individualizado, baseado em criteriosa avaliação clínica e tomográfica, visando à restauração anatômica e funcional da órbita. A evolução das técnicas reconstrutivas e o uso de tecnologias digitais têm contribuído para resultados mais previsíveis, redução de complicações e melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.

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Referências

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Publicado

2026-01-23

Como Citar

Oliveira , P. R. F. de A., Loiola , S. F., Loiola, C. F. N., Militão , V. H. P., Cruz , M. R. da, Matos , L. dos S., Silva , C. E. L. e, Santos, M. C. A. dos, Cardoso , G. C., Ribeiro , G. L., Ferreira, L., & Oliveira , J. A. P. de. (2026). Manejo Cirúrgico das Fraturas Blow-Out: Protocolos e Técnicas Reconstrutivas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(1), 663–671. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p663-671