Manejo Cirúrgico das Fraturas Blow-Out: Protocolos e Técnicas Reconstrutivas
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p663-671Palavras-chave:
Fraturas orbitárias; Blow-out; Reconstrução orbital; Manejo cirúrgico.Resumo
As fraturas blow-out da órbita caracterizam-se pela ruptura das paredes orbitárias, geralmente o assoalho, sem comprometimento do rebordo orbital, sendo comuns em traumas faciais de média e alta energia. Essas fraturas podem resultar em alterações funcionais e estéticas importantes, como diplopia, enoftalmia, restrição dos movimentos oculares e parestesia infraorbitária, tornando o manejo cirúrgico fundamental em casos selecionados. O objetivo deste resumo é apresentar os principais protocolos e técnicas reconstrutivas empregados no manejo cirúrgico das fraturas blow-out, destacando critérios de indicação, planejamento e opções terapêuticas. A metodologia baseia-se em revisão de literatura, com análise de estudos clínicos e revisões sistemáticas publicadas em bases de dados científicas, abordando indicações cirúrgicas, tempo ideal de intervenção, materiais reconstrutivos e abordagens de acesso. Os protocolos cirúrgicos indicam tratamento conservador para fraturas pequenas e assintomáticas, enquanto a intervenção cirúrgica é recomendada em casos de diplopia persistente, encarceramento muscular, defeitos extensos e enoftalmia significativa. As técnicas reconstrutivas incluem o uso de enxertos autógenos, como osso e cartilagem, e materiais aloplásticos, como titânio, polietileno poroso e implantes personalizados, frequentemente associados ao planejamento virtual e à cirurgia guiada. Conclui-se que o manejo cirúrgico das fraturas blow-out deve ser individualizado, baseado em criteriosa avaliação clínica e tomográfica, visando à restauração anatômica e funcional da órbita. A evolução das técnicas reconstrutivas e o uso de tecnologias digitais têm contribuído para resultados mais previsíveis, redução de complicações e melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.
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