USO DE ANTI-HIPERTENSIVOS NO MANEJO DE CRISES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA

Autores

  • José Fábio Possidonio Ferreira Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Maria Clara Souza Cerqueira Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Yasmmin Dias de Santana Maia Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Nathalia Trindade de Castro Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Brenda Leite Castro Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Felipe Oliveira dos Santos Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Caio Marcelino Oliveira Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Alice Almeida Santana Mascarenhas Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Thalia Ribeiro Guimarães Vieira Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Andressa de Araújo Lopes Faculdade Zarns - Medicina FTC
  • Luigi Moreira Neves de Souza Medicina - Universidade Federal da Bahia
  • Maria do Socorro Soares Pinto Medicina - Afya Cruzeiro do Sul
  • Ritiele Rodrigues do Vale Medicina - Afya Cruzeiro do Sul

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p582-592

Palavras-chave:

Crise Hipertensiva, Gestação, Anti-Hipertensivos

Resumo

Introdução: As crises hipertensivas na gestação constituem emergências obstétricas de alto risco, associadas a complicações graves como eclâmpsia, acidente vascular cerebral e comprometimento fetal. O manejo rápido e seguro depende da escolha de anti-hipertensivos eficazes, porém a literatura apresenta heterogeneidade e escassez de ensaios robustos, o que dificulta a definição de um tratamento ideal. Objetivos: Elucidar e estruturar as evidências recentes sobre o uso de anti-hipertensivos em crises hipertensivas durante a gravidez, destacando eficácia, tolerabilidade e segurança dos principais fármacos. Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa com base em diretrizes, revisões sistemáticas, ensaios clínicos e estudos observacionais que abordam o tratamento imediato da hipertensão grave gestacional. A análise concentrou-se nos medicamentos mais utilizados e em seus efeitos clínicos. Resultados: Hidralazina, labetalol e nifedipino são os fármacos mais empregados. Hidralazina apresenta eficácia estabelecida, porém maior incidência de efeitos adversos maternos. Labetalol demonstra eficácia semelhante com melhor tolerabilidade, sendo amplamente recomendado em protocolos internacionais. Nifedipino destaca-se pela administração oral, rápida ação e menor frequência de eventos adversos, mostrando-se alternativa prática em diferentes cenários clínicos. Agentes como nitroprussiato e nicardipino aparecem apenas como opções de resgate devido à escassez de dados e potenciais riscos materno-fetais. Conclusões: As evidências indicam eficácia semelhante entre hidralazina, labetalol e nifedipino no controle das crises hipertensivas gestacionais, variando principalmente quanto à tolerabilidade. Persistem lacunas significativas na literatura, reforçando a necessidade de estudos mais robustos para padronizar recomendações terapêuticas.

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Publicado

2026-01-20

Como Citar

Possidonio Ferreira, J. F., Souza Cerqueira, M. C., Dias de Santana Maia, Y., Trindade de Castro, N., Leite Castro , B., Oliveira dos Santos, F., Marcelino Oliveira, C., Almeida Santana Mascarenhas, A., Ribeiro Guimarães Vieira, T., de Araújo Lopes, A., Moreira Neves de Souza, L., Soares Pinto, M. do S., & Rodrigues do Vale, R. (2026). USO DE ANTI-HIPERTENSIVOS NO MANEJO DE CRISES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(1), 582–592. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p582-592