ANOMALOUS SMALL SAPHENOUS VEIN: ORIGIN BY FENESTRATION AND COMPLEX BIFID TERMINATION – CASE REPORT

Autores

  • Marcelo Fernando Rezende Neto Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.
  • Tiago Mateus da Silva Ramos Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.
  • Lorena Pinto de Menezes Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.
  • Felipe Matheus Sant’Anna Aragão Cardiology Resident at the Heart Institute of the Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, University of São Paulo (INCOR), São Paulo, SP, Brazil.
  • Iapunira Catarina Sant’Anna Aragão Medical Clinic of Municipal Hospital Munir Rafful (MHMR), Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brazil.
  • Bárbara Costa Lourenço General Surgery Resident at Getúlio Vargas Hospital, Rio de Janeiro, RJ, Brazil.
  • Vera Lúcia Correa Feitosa Titular Professor of Molecular Biology, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.
  • Deise Maria Furtado de Mendonça Associate Professor of Anatomy, Department of Morphology, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.
  • Francisco Prado Reis Titular Professor of the Medical School, Tiradentes University (UNIT), Aracaju, Sergipe, Brazil
  • José Aderval Aragão https://orcid.org/0000-0002-2300-3330

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p216-231

Palavras-chave:

Anatomical Variation, Small Saphenous Vein, Congenital abnormalities, Popliteal vein, Vascular surgery, Varicose veins, Chronic venous insufficiency, Deep femoral vein

Resumo

Contexto: O sistema venoso dos membros inferiores, vital para o retorno sanguíneo ao coração, é dividido em profundo e superficial. A veia safena parva (VSP) é um componente do sistema superficial, com origem usualmente na veia marginal lateral do pé. Contudo, sua anatomia, especialmente na terminação, é reconhecidamente variável, o que gera a necessidade contínua de estudos morfológicos detalhados para a prática clínica. A classificação de Kosinski (1926) descreve diversos padrões de terminação, mas variações incomuns ainda são observadas. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo descrever uma variação morfológica rara e incomum da VSP, destacando seus sítios atípicos de origem e padrões complexos de terminação, contribuindo para uma compreensão anatômica mais aprofundada e relevante clinicamente. Relato de Caso: Durante uma dissecação de rotina em um cadáver masculino, observou-se uma VSP com origem anômala por fenestração da veia dorsal do dedo mínimo (VDDM). A VSP apresentava um trajeto oblíquo póstero-medial e uma terminação bífida complexa. Emitia um ramo medial de 13 cm, tortuoso e dilatado, que recebia tributárias da coxa e convergia para a veia femoral profunda (VFP). Um segundo ramo, superolateral, cruzava nervos importantes (fibular comum e tibial) antes de se unir ao ramo medial para drenar na VFP, além da terminação na veia poplítea (VP). Conclusão: A variação anatômica da VSP descrita, com origem por fenestração da VDDM e terminação bífida complexa na VP e VFP, foge aos padrões clássicos e ressalta a extrema complexidade da anatomia venosa. Esse conhecimento é crucial para profissionais de saúde, permitindo diagnósticos mais precisos e intervenções terapêuticas mais seguras, especialmente em procedimentos que visam tratar varizes, prevenindo complicações como hemorragias e lesões nervosas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marcelo Fernando Rezende Neto, Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Tiago Mateus da Silva Ramos, Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Lorena Pinto de Menezes , Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Medical Student, Department of Medicine, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Felipe Matheus Sant’Anna Aragão, Cardiology Resident at the Heart Institute of the Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, University of São Paulo (INCOR), São Paulo, SP, Brazil.

Cardiology Resident at the Heart Institute of the Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, University of São Paulo (INCOR), São Paulo, SP, Brazil.

Iapunira Catarina Sant’Anna Aragão, Medical Clinic of Municipal Hospital Munir Rafful (MHMR), Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brazil.

Medical Clinic of Municipal Hospital Munir Rafful (MHMR), Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brazil.

Bárbara Costa Lourenço, General Surgery Resident at Getúlio Vargas Hospital, Rio de Janeiro, RJ, Brazil.

General Surgery Resident at Getúlio Vargas Hospital, Rio de Janeiro, RJ, Brazil.

Vera Lúcia Correa Feitosa, Titular Professor of Molecular Biology, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Titular Professor of Molecular Biology, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Deise Maria Furtado de Mendonça, Associate Professor of Anatomy, Department of Morphology, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Associate Professor of Anatomy, Department of Morphology, Federal University of Sergipe (UFS), Aracaju, Sergipe, Brazil.

Francisco Prado Reis, Titular Professor of the Medical School, Tiradentes University (UNIT), Aracaju, Sergipe, Brazil

Titular Professor of the Medical School, Tiradentes University (UNIT), Aracaju, Sergipe, Brazil

José Aderval Aragão

Titular Professor of Clinical Anatomy of Department of Morphology

Referências

Aragão JA, Reis FP, Pitta GBB. Anatomia do sistema venoso superficial dos membros inferiores. In: Pitta GBB, Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: Guia ilustrado. Maceio: uncisal/Ecmal & Lava; 2003. p. 43-55. Disponível em: https://toaz.info/doc-view-3

Bush RG, Hammond K. Treatment of incompetent vein of Giacomini (thigh extension branch). Ann Vasc Surg. 2007 Mar;21(2):245-8. doi: 10.1016/j.avsg.2006.07.008.

Caggiati A, Bergan JJ, Gloviczki P, Jantet G, Wendell-Smith CP, Partsch H; International Interdisciplinary Consensus Committee on Venous Anatomical Terminology. Nomenclature of the veins of the lower limbs: an international interdisciplinary consensus statement. J Vasc Surg. 2002 Aug;36(2):416-22. doi: 10.1067/mva.2002.125847.

de Oliveira A, Vidal EA, França GJ, Toregiani J, Ribas Timi JR, Moreira RCR. Estudo das variações anatômicas da terminação da veia safena parva pelo eco-Doppler colorido. J Vasc Bras. 2004;3(3):223-30.

Gaye M, Diagne PA, Ndiaye A, Diagne AM, Nazarian S, Ndiaye A. Level and modalities of origin of the small saphenous vein: toward codification of the proximal approach level. Surg Radiol Anat. 2019 Dec;41(12):1451-1454. doi: 10.1007/s00276-019-02317-5.

Georgiev M, Myers KA, Belcaro G. The thigh extension of the lesser saphenous vein: from Giacomini's observations to ultrasound scan imaging. J Vasc Surg. 2003 Mar;37(3):558-63. doi: 10.1067/mva.2003.77.

Giacomini C. Osservazioni anatomiche per servire allo Studio della circolazione venosa delle estremita inferiori. Parte I: Delle vene superficiali dell'arto addominale e principalmente Dell asaphena esterna. Giorn R Accad Med Torino. 1873;14:109-36.

Goss CM. Gray's Anatomia. 29ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1998. p. 586-88.

Kosinski C. Observations on the Superficial Venous System of the Lower Extremity. J Anat. 1926 Jan;60(Pt 2):131-42.

Meissner MH. Lower extremity venous anatomy. Semin Intervent Radiol. 2005 Sep;22(3):147-56. doi: 10.1055/s-2005-921948.

Moore KL, Dalley AF, Agur AMR. Anatomia Orientada Para a Clínica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2019.

Nayak BS. Sural nerve and short saphenous vein entrapment—a case report. Indian J Plast Surg. 2005;38(2):171-2.

Prakash, Kumari J, Nishanth Reddy N, Kalyani Rao P, Preethi Ramya T, Singh G. A review of literature along with a cadaveric study of the prevalence of the Giacomini vein (the thigh extension of the small saphenous vein) in the Indian population. Rom J Morphol Embryol. 2008;49(4):537-9.

Rossi GG, Belczak CEQ, Rossi C. Small saphenous vein: where does the reflux go? J Vasc Bras. 2013 Jun;12(2):123-8.

Shetty P, D'Souza MR, Nayak SB. An Unusual Course and Termination of Small Saphenous Vein: A Case Report. J Clin Diagn Res. 2016 Mar;10(3):AD01-2. doi: 10.7860/JCDR/2016/17875.7335.

Spence AP. Anatomia Humana Básica. 2ª ed. São Paulo: Editora Manole Ltda; 1991.

Testut L, Latarjet A. Tratado de anatomia humana. Buenos Aires, Argentina: Salvat; 1968.

Uhl JF, Gillot C, Lemasle P. Relationship between the small saphenous vein and nerves: implications for the management of chronic venous disease. Phlebolymphology. 2006;13(1):22-7.

Downloads

Publicado

2026-01-10

Como Citar

Rezende Neto, M. F., da Silva Ramos, T. M., Pinto de Menezes , L., Sant’Anna Aragão, F. M., Sant’Anna Aragão, I. C., Costa Lourenço, B., Correa Feitosa, V. L., de Mendonça, D. M. F., Reis, F. P., & Aragão, J. A. (2026). ANOMALOUS SMALL SAPHENOUS VEIN: ORIGIN BY FENESTRATION AND COMPLEX BIFID TERMINATION – CASE REPORT. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(1), 216–231. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p216-231