O impacto da anestesia na resposta inflamatória e imunológica

Autores

  • Daniella Rodrigues de Carvalho INAPÓS
  • Gabriela Silva de Souza Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Luara de Freitas Ferreira Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Gabriele Nogueira Teodoro Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Adriana Miranda Batista Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Marcela Maciel Barbosa Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Maria Vitória Ferreira Costa Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Paula Miyoshi Hikita Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Fernanda Beatriz da Silva PUC Poços de Caldas
  • Evelin Caselato Moseli PUC Poços de Caldas
  • Giovana Natalina Martins Ribeiro Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Nathan Gusmão Fagundes Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Glauber Ribeiro Guedes Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Felipe Cândido Silva Lello Faculdade Zarns - INAPÓS
  • Débora Figueiredo Girardelli do Carmo Faculdade Zarns - INAPÓS

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p1408-1418

Palavras-chave:

anestesia, resposta inflamatória, imunomodulação, estresse cirúrgico

Resumo

Este artigo revisa a literatura científica sobre o impacto das diferentes técnicas anestésicas na modulação da resposta inflamatória e imunológica em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos, com ênfase nas implicações clínicas relacionadas à recuperação pós-operatória, risco infeccioso e prognóstico a curto e longo prazo. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando os descritores “Anestesia”, “Resposta Inflamatória”, “Resposta Imunológica”, “Anestesia Geral”, “Anestesia Regional” e “Imunomodulação”. A análise dos estudos demonstra que o trauma cirúrgico desencadeia uma resposta inflamatória sistêmica caracterizada pela liberação de citocinas pró-inflamatórias, ativação neuroendócrina e supressão transitória da imunidade celular, sendo esse processo significativamente influenciado pelo tipo de anestesia empregada. Evidências indicam que a anestesia geral, especialmente quando associada ao uso prolongado de agentes voláteis e opioides, pode intensificar a resposta inflamatória e promover maior depressão da função de linfócitos T e células natural killer (NK). Em contraste, técnicas de anestesia regional, como anestesia peridural e bloqueios periféricos, demonstram atenuar a resposta ao estresse cirúrgico por meio da redução da ativação simpática e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, resultando em menor liberação de catecolaminas e citocinas inflamatórias. Além disso, a analgesia regional contribui para a preservação da função imunológica, com potenciais benefícios na redução de infecções pós-operatórias e na recorrência tumoral em cirurgias oncológicas. Estudos recentes também destacam o papel imunomodulador de agentes anestésicos específicos, como o propofol, associado a efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, em comparação aos anestésicos inalatórios, que podem estar relacionados a maior ativação inflamatória. A compreensão da interação entre anestesia, inflamação e imunidade é fundamental para o desenvolvimento de estratégias anestésicas mais seguras e individualizadas, capazes de minimizar a disfunção imunológica perioperatória e otimizar os desfechos clínicos dos pacientes.

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Referências

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Publicado

2025-12-23

Como Citar

Rodrigues de Carvalho, D., Souza, G. S. de, Ferreira, L. de F., Teodoro, G. N., Batista, A. M., Barbosa, M. M., Costa, M. V. F., Hikita, P. M., Silva, F. B. da, Moseli, E. C., Ribeiro, G. N. M., Fagundes, N. G., Guedes, G. R., Lello, F. C. S., & Carmo, D. F. G. do. (2025). O impacto da anestesia na resposta inflamatória e imunológica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 1408–1418. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p1408-1418