Distribuição da Dapagliflozina pelo SUS: um estudo sobre Acessibilidade, Justiça Social e Impacto na Saúde Pública Brasileira.

Autores

  • Mariana Malandrin Faculdades Integradas Maria Imaculada
  • Camila Estancial Fernandes
  • Andressa Ranzani Nora Mello
  • Danyelle Marini

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p493-505

Palavras-chave:

dapagliflozina, Diabetes Mellitus, Doenças Cardiovasculares, Acesso aos serviços de saúde

Resumo

O acesso a medicamentos essenciais é fundamental para a saúde pública, pois contribui para a adesão terapêutica e a prevenção de complicações em doenças crônicas. No Brasil, o Programa Farmácia Popular ampliou a disponibilidade de diversos fármacos, incluindo a dapagliflozina, que passou a ser fornecida gratuitamente para idosos acima de 65 anos em 2025. Este estudo teve como objetivo analisar o impacto do acesso à dapagliflozina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), identificando a proporção de usuários sem gratuidade e o impacto financeiro associado. Trata-se de pesquisa quantitativa, de natureza descritiva e exploratória, realizada entre julho e agosto de 2025, por meio de questionário eletrônico aplicado a usuários do medicamento. A maioria dos participantes com 65 anos ou mais relatou obtenção gratuita do fármaco, confirmando o cumprimento da política pública. Entretanto, 27% dos usuários fora desse critério etário declararam não ter acesso gratuito, arcando com custo médio mensal de R$ 183,30. Os achados indicam que, embora a política pública represente um avanço para o público idoso, persistem desigualdades no acesso, reforçando a necessidade de novas análises econômicas e epidemiológicas que avaliem a viabilidade de ampliar a gratuidade a pacientes mais jovens ou eliminar o critério etário, considerando os benefícios clínicos comprovados da dapagliflozina.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Malandrin, M., Fernandes, C. E., Mello, A. R. N., & Marini, D. (2026). Distribuição da Dapagliflozina pelo SUS: um estudo sobre Acessibilidade, Justiça Social e Impacto na Saúde Pública Brasileira. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 493–505. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p493-505