PAMPs, DAMPs e Tempestade de Citocinas na Sepse: Uma Revisão da Imunopatogênese da Disfunção Endotelial e Orgânica

Autores

  • Lucas Martins Moreira Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Bartira Oliveira do Rego Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Karoline de Souza Franco Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Débora Almeida Santos Souza Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Lavinia Fatima Ambrogi Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Ludmilla Pereira Domingues Bulhões Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Sabrina Borges de Almeida Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Diego Brasileiro Pereira Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • José Adão Carvalho Júnior Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Gustavo Ribeiro Rezende Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Larissa Gonçalves Mendes Faculdade Zarns Pouso Alegre
  • Caio Olímpio Gomes de Sá Faculdade Zarns Pouso Alegre

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p1294-1306

Palavras-chave:

Choque séptico; Manejo inicial; Sepse., Citocinas, Inflamação, disfunção de órgãos

Resumo

Este artigo revisa a literatura científica recente acerca dos mecanismos imunológicos envolvidos na tempestade de citocinas na sepse, com foco na relação entre ativação desregulada da resposta imune, lesão endotelial e disfunção de múltiplos órgãos. A pesquisa foi conduzida por meio de levantamento bibliográfico em bases de dados nacionais e internacionais, utilizando artigos originais e de revisão que abordam interações entre PAMPs, DAMPs e receptores de reconhecimento de padrão, bem como vias de sinalização como NF-κB, MAPKs, inflamassoma NLRP3 e mecanismos de ubiquitinação. As evidências analisadas demonstram que a liberação exacerbada de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-1β e IL-6, desencadeia alterações microcirculatórias, aumento da permeabilidade vascular, formação de NETs e ativação pró-coagulante, contribuindo para a progressão de lesão tecidual e falência orgânica. Paralelamente, a ativação excessiva de mediadores anti-inflamatórios, como IL-10, pode levar à imunossupressão e maior risco de infecções secundárias, evidenciando o caráter bifásico e heterogêneo da sepse. A revisão também discute estratégias terapêuticas emergentes voltadas à modulação desse desequilíbrio imunológico, incluindo terapias extracorpóreas para remoção de citocinas, intervenções direcionadas a vias intracelulares e abordagens inovadoras como a reposição de gelsolina plasmática. Compreender esses processos é fundamental para aprimorar o diagnóstico, estratificar fenótipos imunológicos e desenvolver intervenções mais precisas, capazes de reduzir a morbimortalidade associada à sepse.

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Publicado

2025-12-20

Como Citar

Moreira, L. M., Oliveira do Rego, B., de Souza Franco , K., Almeida Santos Souza , D., Fatima Ambrogi, L., Pereira Domingues Bulhões, L., Borges de Almeida, S., Brasileiro Pereira, D., Carvalho Júnior, J. A., Ribeiro Rezende, G., Gonçalves Mendes, L., & Olímpio Gomes de Sá, C. (2025). PAMPs, DAMPs e Tempestade de Citocinas na Sepse: Uma Revisão da Imunopatogênese da Disfunção Endotelial e Orgânica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 1294–1306. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p1294-1306