SÍNDROME DE DOR FACETÁRIA: PAPEL DA CIRURGIA E DAS TÉCNICAS
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Palavras-chave

Dor lombar, Articulação facetaria; Radiofrequência.

Como Citar

Dantas, V. L., Araújo, R. Q. B. de, Paiva, A. L. D. C. M., & del Aguila, C. M. A. N. (2025). SÍNDROME DE DOR FACETÁRIA: PAPEL DA CIRURGIA E DAS TÉCNICAS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 737–746. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p737-746

Resumo

Introdução: A síndrome de dor facetária é uma causa frequente de dor lombar crônica e está associada a processos degenerativos das articulações zigapofisárias, com impacto significativo na funcionalidade e na qualidade de vida dos pacientes. A evolução das técnicas diagnósticas e terapêuticas, especialmente no campo das intervenções percutâneas e das abordagens cirúrgicas, ampliou o espectro de opções de tratamento, tornando essencial a análise crítica de suas indicações, eficácia e segurança. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura com base em estudos publicados entre 2015 e 2025, utilizando exclusivamente os artigos previamente selecionados. Foram incluídas revisões sistemáticas, consensos internacionais, estudos observacionais e ensaios comparativos, com foco na fisiopatologia da dor facetária, métodos diagnósticos, técnicas intervencionistas, abordagens cirúrgicas e desfechos clínicos. A análise dos dados foi conduzida de forma descritiva, priorizando a síntese qualitativa dos achados. Resultados e Discussão: Os estudos analisados demonstraram que as técnicas minimamente invasivas, especialmente a denervação por radiofrequência, apresentam eficácia significativa no alívio da dor e na melhora funcional em pacientes selecionados. A utilização de cânulas especializadas, abordagens endoscópicas e técnicas guiadas por imagem mostrou-se associada a maior precisão e melhores desfechos clínicos. As abordagens cirúrgicas, incluindo estabilização facetária e artroplastia, mostraram-se eficazes em cenários de instabilidade segmentar ou falha das terapias menos invasivas, com benefícios potenciais na preservação da mobilidade e na redução da degeneração de níveis adjacentes. Conclusão: A literatura evidencia que a síndrome de dor facetária deve ser abordada por meio de estratégias individualizadas, baseadas em diagnóstico preciso e adequada seleção de pacientes. As técnicas minimamente invasivas desempenham papel central no manejo inicial dos casos refratários, enquanto as intervenções cirúrgicas têm indicação bem definida em situações específicas de instabilidade e degeneração avançada, contribuindo para melhores desfechos clínicos e funcionais.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p737-746
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Copyright (c) 2025 Victor Lima Dantas, Rafael Quixabeira Bezerra de Araújo, Abraão Lucas Dias Clerot Muniz Paiva, Carlos Martín Alcibiades Najar del Aguila

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