DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS (DCNT) NO BRASIL: UMA ANÁLISE BASEADA EM INFORMES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Autores

  • José Edilson Rios Queiroz Júnior uniitalo
  • Eduardo de Lima Fonseca Mestrando em Relações Étnico-Raciais no CEFET-RJ
  • Ketyllen Ohanna Neves Pedrão Graduanda em Enfermagem pela Universidade Cidade de São Paulo-Unicid
  • Debora Silva Martins Enfermeira dá Atenção Primária
  • Izabela Cristine da Silva Centro Universitário Católico Ítalo Brasileiro-UNIITALO
  • Emile Rios Mota Enfermeira Graduada pela UNIFACS
  • Hudson da Silva Santos Enfermeiro da Estratégia da Saúde da Família
  • Anne Caroliny dos Santos Nascimento Coordenadora da Atenção Primária
  • Nhayeno Cordeiro Dantas Residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso (RMSI) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
  • Priscila Ribeiro de Souza Barros Graduada em Enfermagem FAP/Piracanjuba

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p1059-1070

Palavras-chave:

Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Vigilância em Saúde, Fatores de Risco, Epidemiologia, Vigitel

Resumo

Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam a principal causa de morbimortalidade no Brasil e no mundo, sendo responsáveis por aproximadamente 74% das mortes globais (OMS, 2023). No país, sistemas de vigilância como Vigitel, SIM e PNS permitem acompanhar tendências e fatores de risco associados, revelando que mais de 57 milhões de brasileiros convivem com pelo menos uma DCNT (BRASIL, 2020). A elevada carga dessas doenças, somada ao predomínio de fatores de risco modificáveis, reforça a necessidade de monitoramento contínuo. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo baseado em dados secundários dos relatórios do Vigitel de 2015, 2020 e 2023. Foram analisados três fatores de risco: tabagismo, obesidade (IMC ≥ 30) e prática insuficiente de atividade física. As proporções foram extraídas dos relatórios oficiais e comparadas ao longo do período. Limitações incluem uso de dados autorreferidos, coleta telefônica restrita às capitais e mudanças metodológicas no indicador de atividade física. Resultados: Os dados mostram aumento progressivo do tabagismo, passando de 7,2% (2015) para 9,3% (2023). A obesidade também cresceu significativamente, variando de 17,9% (2015) para 24,3% (2023), indicando agravamento do risco metabólico. A inatividade física apresentou o maior salto, subindo de 16% (2015) para 37% (2023), parcialmente influenciada por mudanças metodológicas. Esses achados evidenciam piora nos fatores comportamentais que influenciam diretamente a incidência de DCNT no país. Conclusão: Os resultados demonstram tendência crescente de fatores de risco para DCNT no Brasil, reforçando a necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, ampliação de ambientes saudáveis e ações contínuas de vigilância epidemiológica. O Vigitel permanece ferramenta essencial para monitorar indicadores e subsidiar estratégias voltadas à redução da carga de doenças crônicas no país.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Cenário das Doenças Crônicas Não Transmissíveis – Fact Sheet. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Brasília, 2023b. Disponível em:https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt/fact-sheet-cenario-das-doencas-cronicas-nao-transmissiveis

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2023: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: MS, 2023c. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigitel_brasil_2023.pdf

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. 2023a. Disponível em:

https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/vigilancia-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde apresenta atual cenário das doenças não transmissíveis no Brasil. Brasília: MS, 2021. Disponível em:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2021/setembro/saude-apresenta-atual-cenario-das-doencas-nao-transmissiveis-no-brasil

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019/2020). Disponível em:

https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/9160-pesquisa-nacional-de-saude.html

OMS. Organização Mundial da Saúde. Noncommunicable diseases. 2023. Disponível em:

https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/noncommunicable-diseases

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2015: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2015. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigitel_brasil_2015.pdfServiços e Informações do Brasil+1

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2023: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigitel/vigitel-brasil-2023-vigilancia-de-fatores-de-risco-e-protecao-para-doencas-cronicas-por-inquerito-telefonico/view

Vigitel Brasil 2015: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico.

Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigitel_brasil_2015.pdf

Vigitel Brasil 2020: Estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Brasília: Ministério da Saúde, 2021.

Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/vigitel/relatorio-vigitel-2020.pdf

Vigitel Brasil 2023: Estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis nas capitais brasileiras.Brasília: Ministério da Saúde, 2024.

Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/inqueritos-de-saude/vigitel/vigitel-2023.pdf

Downloads

Publicado

2025-12-15

Como Citar

Queiroz Júnior, J. E. R., Fonseca, E. de L., Pedrão, K. O. N., Martins, D. S., Silva, I. C. da, Mota, E. R., Santos, H. da S., Nascimento, A. C. dos S., Dantas, N. C., & Barros, P. R. de S. (2025). DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS (DCNT) NO BRASIL: UMA ANÁLISE BASEADA EM INFORMES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 1059–1070. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p1059-1070