ABORDAGEM INICIAL DO CHOQUE SÉPTICO: IMPORTÂNCIA DAS PRIMEIRAS HORAS E PROTOCOLOS DE MANEJO
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Palavras-chave

Choque séptico; Manejo inicial; Sepse.

Como Citar

Trés, A. E., Souza, J. R. de, Cerqueira, I. B., Araújo, I. B. T. de, Souza, N. L. N. de, Pires, G. C., Datsch, M. R., Silva, M. B. A. e, Andrade, R. P. de, & Andrade, M. P. de. (2025). ABORDAGEM INICIAL DO CHOQUE SÉPTICO: IMPORTÂNCIA DAS PRIMEIRAS HORAS E PROTOCOLOS DE MANEJO. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 344–352. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p344-352

Resumo

INTRODUÇÃO: O choque séptico representa a forma mais grave da sepse, caracterizado por disfunção orgânica progressiva, hipoperfusão tecidual e necessidade de suporte vasopressor para manutenção da pressão arterial. A partir da definição Sepsis-3, a condição passou a enfatizar a fisiopatologia baseada na resposta desregulada do hospedeiro, reforçando a importância do reconhecimento precoce e do início imediato de medidas terapêuticas direcionadas. Nas últimas décadas, estudos demonstraram que as primeiras horas, especialmente a “golden hour”, são determinantes para a evolução clínica e mortalidade. OBJETIVO: Avaliar, por meio de revisão integrativa, a importância das primeiras horas de atendimento no choque séptico, destacando protocolos, intervenções iniciais e fundamentos fisiopatológicos. MATERIAIS E MÉTODOS: Revisão de literatura utilizando artigos publicados entre 2015 e 2025, em inglês e português, disponíveis gratuitamente no PubMed, SciELO e BVS, que abordam sepse, choque séptico, terapia guiada por metas, tempo para antibióticos, ressuscitação volêmica, diretrizes da Surviving Sepsis Campaign e definições do Sepsis-3. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os achados demonstraram que intervenções realizadas nas primeiras horas, especialmente antibióticos precoces, ressuscitação agressiva inicial, fluidos equilibrados, uso racional de vasopressores e aplicação consistente de estratégias, reduzem mortalidade e complicações. Estudos reforçam que a terapia guiada por metas continua relevante quando adaptada às diretrizes atuais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A abordagem inicial do choque séptico exige detecção precoce, protocolos institucionais bem definidos, envolvimento multiprofissional e aplicação rigorosa das recomendações baseadas em evidências, sobretudo na primeira hora.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p344-352
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Copyright (c) 2025 Amandha Espavier Trés, Jéssica Rosa de Souza, Isabela Bertulio Cerqueira, Isabella Borges Teixeira de Araújo, Nayra Lurian Nascimento de Souza, Gabriel Cervi Pires, Mirielly Regina Datsch, Márcio Bruno Araújo e Silva, Rafael Provete de Andrade, Mateus Provete de Andrade

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