INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES IDOSAS E A IMPORTÂNCIA DO FORTALECIMENTO DO ASSOALHO PÉLVICO PARA A QUALIDADE DE VIDA
Uma revisão exploratória integrativa da literatura.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p898-917Palavras-chave:
Incontinência urinária, Mulheres, Pessoas idosasResumo
A incontinência urinária (IU) caracteriza-se pela perda involuntária de urina, constituindo importante problema de saúde pública que acomete predominantemente mulheres idosas. Fatores como enfraquecimento do assoalho pélvico, redução de estrogênio na menopausa, paridade elevada, obesidade e envelhecimento contribuem para sua ocorrência. A IU classifica-se em de esforço, de urgência e mista, gerando impactos negativos na qualidade de vida, com repercussões físicas, psicológicas, sociais e sexuais. Esta revisão integrativa exploratória teve como objetivo sintetizar evidências científicas sobre a prevalência da IU em mulheres idosas e avaliar a importância do treinamento muscular do assoalho pélvico para controle dos sintomas e melhoria da qualidade de vida. Realizou-se busca em setembro de 2025 nas bases Google Scholar, SciELO, PubMed e EbscoHost, com inclusão de artigos publicados entre 2020 e 2025 em português e inglês. Dos 32 estudos identificados, 20 foram selecionados segundo critérios de elegibilidade e fluxograma PRISMA. Os resultados demonstraram alta prevalência da IU em idosas, associação com sedentarismo, múltiplos partos e menopausa, além de impacto negativo em diversas dimensões da qualidade de vida. O treinamento do assoalho pélvico, isolado ou associado a biofeedback, eletroestimulação e cinesioterapia, revelou-se intervenção conservadora segura, acessível e eficaz, devendo ser considerada primeira linha terapêutica. Conclui-se que o fortalecimento do assoalho pélvico é fundamental para redução dos episódios de perda urinária, aumento da autonomia e promoção da qualidade de vida em mulheres idosas com incontinência urinária, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e atuação multidisciplinar na atenção primária à saúde.
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