Transtorno do Espectro Autista: Aspectos Clínicos, Diagnósticos e Abordagens Terapêuticas Atuais
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Palavras-chave

autismo, neurodesenvolvimento, diagnóstico, intervenção precoce, comportamento, terapia multidisciplinar.

Como Citar

Cândido Freres, S., Benedito Miranda Batista, I., Rocha Antônio, E., Falcão Menezes Brilhante, D., Falcão Menezes Brilhante, D., Caldas Carneiro, I., de Castro Roveda, P., Aragon Franchi, A. P., Hissa Haddad, F., Andrade da Silva, L., Gazel de Souza, M. das G., Ferreira da Silva, G., & Barbugian Lanzuolo, G. (2025). Transtorno do Espectro Autista: Aspectos Clínicos, Diagnósticos e Abordagens Terapêuticas Atuais. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 563–574. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p563-574

Resumo

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por déficits persistentes na comunicação social e por padrões restritivos e repetitivos de comportamento, com início precoce na infância. A prevalência global tem aumentado, fato atribuído tanto à ampliação dos critérios diagnósticos quanto ao maior reconhecimento clínico. Diretrizes da American Academy of Pediatrics (AAP) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destacam a importância da identificação precoce para otimizar o desenvolvimento cognitivo, social e adaptativo. Objetivo: Apresentar os principais aspectos clínicos, critérios diagnósticos e estratégias terapêuticas atuais no manejo do TEA, com base em evidências atualizadas e recomendações de sociedades médicas. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa baseada em artigos publicados entre 2014 e 2024, selecionados em bases como PubMed e SciELO, além de diretrizes da AAP, SBP e da American Psychiatric Association. Foram incluídos estudos sobre clínica, diagnóstico e terapêutica com aplicabilidade prática na atenção pediátrica e multiprofissional. Discussão/Resultados: Os sintomas do TEA variam quanto à intensidade e forma de apresentação. Alterações no contato visual, prejuízo na linguagem funcional, hiperfocos e rigidez comportamental são achados frequentes. O diagnóstico continua sendo eminentemente clínico, guiado pelos critérios do DSM-5 e escalas estruturadas, como ADOS-2 e M-CHAT, recomendadas para triagem em crianças pequenas. Exames complementares são reservados para investigação etiológica, especialmente em casos com déficit intelectual ou sinais neurológicos associados. A intervenção precoce é o ponto central das recomendações internacionais, com destaque para terapias baseadas em análise do comportamento aplicada (ABA), treinamentos de comunicação social e programas de intervenção mediada pelos pais. A farmacoterapia é indicada apenas para sintomas-alvo, como irritabilidade, hiperatividade ou distúrbios do sono, utilizando-se antipsicóticos atípicos ou moduladores comportamentais conforme diretrizes psiquiátricas. Abordagens educacionais estruturadas, suporte fonoaudiológico e terapia ocupacional complementam o manejo, proporcionando ganhos funcionais importantes. Conclusão: O TEA demanda uma abordagem individualizada, contínua e multiprofissional. O diagnóstico precoce e o início imediato das intervenções estruturadas permanecem como pilares para melhores desfechos, permitindo avanços relevantes no desenvolvimento e na autonomia das crianças.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p563-574
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