PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA ESQUIZOFRENIA. HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DE LUANDA, I SEMESTRE DE 2025
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Palavras-chave

Antipsicóticos de segunda geração, esquizofrenia, sintomas negativos, sintomas cognitivos, eficácia terapêutica, intervenção psicossocial.
assistência de enfermagem humanizada, paciente com esquizofrenia e unidades de emergência.

Como Citar

Magalhães, P. A. dos S., Geraldo, G. C., Amaro, I. P., Barroso, J. V. F., Sebastião, C. A., & Afonso, M. (2025). PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA ESQUIZOFRENIA. HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DE LUANDA, I SEMESTRE DE 2025. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 216–283. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p216-283

Resumo

A esquizofrenia é um transtorno mental que afecta o modo da pessoa se sentir, pensar e se comportar, tem afectado muitos jovens tanto em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento. A esquizofrenia é provavelmente o mais grave dos transtornos psiquiátricos e afecta aproximadamente 1% da população mundial, no nosso país não é diferente, foi este o motivo que nos levou a este estudo. Objectivo geral: analisar o perfil clínico epidemiológico da Esquizofrenia em Pacientes Internados no Hospital Psiquiátrico de Luanda no I Semestre de 2024. Metodologia: Realizou-se um estudo Observacional, descritivo retrospectivo com abordagem quantitativa. A nossa população foi constituída por 500 processos dos pacientes atendidos no Hospital Psiquiátrico de Luanda no I Semestre de 2024, onde foram retirados os pacientes com o diagnostico de esquizofrenia (50) que constituiu a nossa amostra. Tendo como Resultados: constatamos que, 58% estão a faixa etária entre os 20-40 anos de idade; quanto ao sexo 52% pertencem ao sexo masculino, 80% são solteiros; 46% pertencem ao ensino secundário; relativamente à ocupação, verificou-se que 30%são estudantes; 52% têm a doença diagnosticada entre 1 a 5 anos; 34% da nossa amostra afirmaram que o perfil clínico (manifestações clínicas) destes pacientes enquadram-se num estado deficiência intelectual e de memória e outros sintomas psicóticos; no que diz respeito às condutas prescritas, verificou-se que (56%) utilizam a psicofármacos, 13% terapia conjugal, 10% terapia ocupacional, 6% terapia familiar. Conclusão: podemos constatar que a frequência de pacientes com o diagnóstico de esquizofrenia no Hospital Psiquiátrico de Luanda é de 10%.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p216-283
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