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PRÁTICAS CLÍNICAS NA SAÚDE DA MULHER NO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
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Palavras-chave

Saúde da Mulher; Práticas Clínicas; Assistência à Saúde; Brasil; Revisão Integrativa.

Como Citar

Zambrini, B. Z., Matallana , M. F. T., Moraes, A. L., Gutierrez, A. D., Magalhães, P. H. J. de, & Figueirêdo, K. L. de. (2025). PRÁTICAS CLÍNICAS NA SAÚDE DA MULHER NO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 2144–2158. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p2144-2158

Resumo

A saúde da mulher no Brasil tem passado por transformações significativas, impulsionadas pela ampliação de protocolos assistenciais, pela incorporação de tecnologias e pela crescente exigência de práticas clínicas baseadas em evidências. Entretanto, persistem desigualdades regionais, fragilidades estruturais e lacunas no acesso, o que reforça a necessidade de compreender como essas práticas têm sido aplicadas ao longo dos últimos anos. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo analisar as principais práticas clínicas voltadas à saúde da mulher no Brasil, identificando avanços, desafios e contribuições para a qualificação do cuidado no período de 2015 a 2024. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as etapas de identificação da questão norteadora, definição dos critérios de elegibilidade, busca nas bases de dados, seleção dos estudos e síntese dos achados. As buscas foram realizadas nas bases LILACS, SciELO e PubMed, utilizando descritores relacionados à saúde da mulher, práticas clínicas e contexto brasileiro. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2024, conduzidos no Brasil e disponíveis na íntegra. Foram excluídos estudos anteriores a dez anos, editoriais, relatos de caso isolados e pesquisas sem interface com práticas clínicas. Após triagem e leitura dos textos completos, 34 estudos compuseram a amostra final. Os resultados revelaram avanços importantes na humanização do parto, na ampliação de estratégias de rastreamento, no manejo de condições ginecológicas crônicas e na adoção de tecnologias assistivas, incluindo teleatendimento. Entretanto, persistem desafios relacionados ao acesso desigual, à padronização das condutas e à formação profissional. Conclui-se que, embora o país apresente evolução expressiva no cuidado clínico voltado às mulheres, ainda são necessários investimentos contínuos, fortalecimento de políticas públicas e expansão de práticas baseadas em evidências que garantam qualidade, equidade e integralidade da atenção.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p2144-2158
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