Revolução tecnológica da cirurgia robótica no manejo da doença arterial coronariana

Autores

  • Victor Isaac Universidade de Rio Verde
  • Matheus de Moraes Braga Universidade de Rio Verde
  • Helen Dayane Soares Caetano de Souza
  • Guilherme Emerick Moraes
  • Maria Fernanda Campos Goulart
  • João Matheus Teles Santana
  • Sávio Caetano de Souza
  • Matheus Lucas Dias Castro
  • Rafaela Teles Cruvinel
  • Heitor Caetano de Souza

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p2314-2330

Palavras-chave:

Cirurgia robótica, Doença arterial coronariana, Revascularização miocárdica, Cirurgia minimamente invasiva, Tecnologia cirúrgica

Resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares permanecem como principal causa de morte no Brasil, destacando-se a doença arterial coronariana e o infarto do miocárdio, que exigem terapias eficazes e menos invasivas. A cirurgia robótica surge como alternativa promissora, oferecendo maior precisão, menor morbidade e recuperação mais rápida, alinhando-se à medicina de precisão e à otimização dos recursos hospitalares. Objetivo: Analisar a evolução das doenças cardiovasculares, com foco na doença arterial coronariana (DAC), e avaliar a cirurgia robótica como alternativa menos invasiva e mais segura à revascularização miocárdica convencional. Métodos: Revisão sistemática conforme diretrizes Kitchenham e PRISMA, abrangendo publicações entre 2010 e 2024. Os estudos incluídos foram criteriosamente avaliados com a ferramenta CASP, focando em resultados clínicos da cirurgia robótica cardíaca, especialmente com sistemas Da Vinci, Versius e Hugo. Resultados: A DAC permanece a principal causa de mortalidade no Brasil, associada a alta prevalência e desafios terapêuticos. A revascularização convencional, embora eficaz, apresenta maior morbidade, risco de infecções e internações prolongadas, incentivando alternativas menos invasivas. A cirurgia robótica oferece procedimentos com incisões de 5 a 8 mm, menor trauma tecidual, redução da dor e risco de infecção, extubação precoce e internação de 3 a 4 dias, além de recuperação funcional até 50% mais rápida. A precisão técnica possibilita anastomoses coronarianas mais seguras, reduzindo trombose e falha do enxerto, ampliando técnicas revascularizadoras. No Brasil, houve aumento de 417% nos procedimentos robóticos nos últimos cinco anos, impulsionado pela incorporação tecnológica, ampliação de centros especializados e adaptação hospitalar. Conclusão: A cirurgia robótica representa avanço relevante na cardiologia intervencionista, alinhada à medicina de precisão e cuidado centrado no paciente, promovendo melhor qualidade de vida e sobrevida em DAC.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Agência Brasil. Doenças cardiovasculares principais causas de morte no Brasil. Brasília; 2024.

Andrade AL, et al. Recuperação funcional após cirurgia cardíaca robótica: uma revisão sistemática. Rev Bras Cir Cardiovasc. 2024;39:123-31.

CASP. Critical Appraisal Skills Programme. 2018.

Costa FR, et al. Cirurgia robótica minimamente invasiva no tratamento da doença arterial coronariana. J Robotic Surg. 2023;17:45-53.

Eisenberg LP, et al. Cirurgia de revascularização miocárdica: abordagens tradicionais versus cirurgia robótica assistida. Braz J Implantol Health Sci. 2024;64:84-97.

Gonalves MS, et al. Retorno às atividades após cirurgia cardíaca robótica: análise multicêntrica. Arq Bras Cardiol. 2023;120:321-8.

Jones T, Martins R. Complicações pós-operatórias em cirurgia cardíaca robótica versus convencional. Int J Card Surg. 2024;19:77-85.

Kitchenham B. A systematic review of systematic reviews: a case study of software engineering research. 2004.

Martins RA, et al. Cirurgia robótica em pacientes idosos: riscos e benefícios. Rev Geriatr Gerontol. 2023;31:201-10.

Moher D, et al. Preferred reporting items for systematic reviews and meta-analyses: the PRISMA statement. Ann Intern Med. 2009;151:264-9.

Oliveira GMM, et al. Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa 2024. Arq Bras Cardiol. 2024 [citado 2025 out 17]. Disponível em:

Repositório UFMS. Cirurgia robótica cardíaca panorama atual e perspectivas [Internet]. 2023 [citado 2025 maio 22]. Disponível em: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/robotica

Silva JF, Pereira MS. Complicações e recuperação pós-operatória em cirurgia cardíaca convencional e robótica. Rev Bras Cir. 2023;49:115-22.

Smith L, et al. Hospital infection rates after robotic versus open cardiac surgery. Am J Cardiol. 2023;132:1201-8.

Souza PR, et al. Aplicação do sistema Da Vinci na revascularização miocárdica: experiência brasileira. Rev Bras Cir Cardiovasc. 2023;38:410-8.

Hwang B, et al. Systematic review and meta-analysis of two decades of reported outcomes for robotic coronary artery bypass grafting. Ann Cardiothorac Surg. 2024;13(4):311-25. DOI: 10.21037/acs2023rcabg0191

Wilson-Smith AR, et al. The outcomes of robotic-assisted coronary artery bypass grafting surgery in the Atlantic demographic: a systematic review and meta-analysis of the literature. Ann Cardiothorac Surg. 2024;13(5):388-96. DOI: 10.21037/acs2024rcabg15

Downloads

Publicado

2025-11-28

Como Citar

Isaac, V., de Moraes Braga, M., Souza, H. D. S. C. de, Moraes, G. E., Goulart, M. F. C., Santana , J. M. T., Souza, S. C. de, Castro, M. L. D., Cruvinel, R. T., & Souza, H. C. de. (2025). Revolução tecnológica da cirurgia robótica no manejo da doença arterial coronariana . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 2314–2330. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p2314-2330