Revolução tecnológica da cirurgia robótica no manejo da doença arterial coronariana
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p2314-2330Palavras-chave:
Cirurgia robótica, Doença arterial coronariana, Revascularização miocárdica, Cirurgia minimamente invasiva, Tecnologia cirúrgicaResumo
Introdução: As doenças cardiovasculares permanecem como principal causa de morte no Brasil, destacando-se a doença arterial coronariana e o infarto do miocárdio, que exigem terapias eficazes e menos invasivas. A cirurgia robótica surge como alternativa promissora, oferecendo maior precisão, menor morbidade e recuperação mais rápida, alinhando-se à medicina de precisão e à otimização dos recursos hospitalares. Objetivo: Analisar a evolução das doenças cardiovasculares, com foco na doença arterial coronariana (DAC), e avaliar a cirurgia robótica como alternativa menos invasiva e mais segura à revascularização miocárdica convencional. Métodos: Revisão sistemática conforme diretrizes Kitchenham e PRISMA, abrangendo publicações entre 2010 e 2024. Os estudos incluídos foram criteriosamente avaliados com a ferramenta CASP, focando em resultados clínicos da cirurgia robótica cardíaca, especialmente com sistemas Da Vinci, Versius e Hugo. Resultados: A DAC permanece a principal causa de mortalidade no Brasil, associada a alta prevalência e desafios terapêuticos. A revascularização convencional, embora eficaz, apresenta maior morbidade, risco de infecções e internações prolongadas, incentivando alternativas menos invasivas. A cirurgia robótica oferece procedimentos com incisões de 5 a 8 mm, menor trauma tecidual, redução da dor e risco de infecção, extubação precoce e internação de 3 a 4 dias, além de recuperação funcional até 50% mais rápida. A precisão técnica possibilita anastomoses coronarianas mais seguras, reduzindo trombose e falha do enxerto, ampliando técnicas revascularizadoras. No Brasil, houve aumento de 417% nos procedimentos robóticos nos últimos cinco anos, impulsionado pela incorporação tecnológica, ampliação de centros especializados e adaptação hospitalar. Conclusão: A cirurgia robótica representa avanço relevante na cardiologia intervencionista, alinhada à medicina de precisão e cuidado centrado no paciente, promovendo melhor qualidade de vida e sobrevida em DAC.
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