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O USO DAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA AS CRIANÇAS COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
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Palavras-chave

Transtorno do Espectro Autista. Inclusão Escolar. Educação Especial. Tecnologia Assistiva. Baixo Custo.

Como Citar

Lasmar, C. de S. P., & Bastos, J. M. (2025). O USO DAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA AS CRIANÇAS COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 1694–1713. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1694-1713

Resumo

           Este trabalho discute a relevância das tecnologias assistivas no processo de ensino-aprendizagem de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), enfocando sua aplicabilidade em contextos escolares inclusivos. A problemática surge da constatação de que, apesar dos avanços legislativos no campo da educação inclusiva, ainda há desafios significativos na implementação efetiva de práticas que garantam a plena participação dos estudantes com deficiência, especialmente no que diz respeito ao acesso e uso adequado de tecnologias assistivas. O objetivo da pesquisa é compreender como as tecnologias assistivas, tanto de baixo quanto de alto custo, podem contribuir para a inclusão de crianças com TEA, promovendo autonomia, desenvolvimento e participação ativa no ambiente escolar. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, fundamentada na revisão bibliográfica e em um relato de prática docente vivenciada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Francisca Arnaud de Pina, no município de Cametá-PA. O referencial teórico baseia-se em autores como Bleuler (1950), Moschini e Schmidt Pelosi (2003), Facion (2008), (2012), Matos (2015) e Pechi (2011), além de documentos legais como a Lei Brasileira de Inclusão (2015), o DSM-5 e normas da LDB. Os resultados apontam que recursos simples, como lápis adaptados com EVA ou jogos pedagógicos que estimulam atenção, paciência e estratégias, têm alto impacto no cotidiano escolar, favorecendo o engajamento e o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas. As tecnologias de alto custo, embora fundamentais em alguns casos, ainda encontram barreiras de acesso e dependem de políticas públicas eficientes. Conclui-se que as tecnologias assistivas, quando integradas de forma intencional e colaborativa ao planejamento pedagógico, representam ferramentas poderosas na construção de uma educação inclusiva. Sua eficácia, porém, está diretamente relacionada ao preparo dos profissionais e ao compromisso institucional com a equidade e o respeito à diversidade.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1694-1713
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Referências

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