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Insuficiência Cardíaca no SUS: Carga Epidemiológica e Impacto Financeiro das Hospitalizações no Brasil
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Palavras-chave

Epidemiologia
Hospitalização
Sistema Único de Saúde
Insuficiência Cardíaca

Como Citar

de Góis Carvalho Silva, A., Mendonça de Oliveira , C. E., Cerdeira Chaves Neto, T., Correa Soler Albino Titz de Rezende , S., Dalmolin Pizzetti , A., de Amorim Faria , H., Francisca da Silva Amaral, E., Cerqueira Santos , G., Roberta Leite Lopes , N., Raquel Lisme Flores, D., & Flores Casas, E. (2025). Insuficiência Cardíaca no SUS: Carga Epidemiológica e Impacto Financeiro das Hospitalizações no Brasil. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 1819–1831. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1819-1831

Resumo

Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) permanece como uma das principais causas de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS), apresentando distribuição desigual entre as regiões brasileiras e impacto financeiro crescente. A compreensão das diferenças regionais e das tendências temporais é essencial para orientar estratégias de manejo e políticas públicas. Objetivo: Analisar a carga epidemiológica e o impacto financeiro das internações por insuficiência cardíaca no Brasil entre 2015 e 2024, identificando padrões regionais, tendências temporais e variações nos custos associados. Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Foram analisadas internações por IC entre 2015 e 2024, considerando número de hospitalizações, taxas por 100 mil habitantes, distribuição regional, características demográficas e custos totais e médios por internação. Os dados foram extraídos via DATASUS/TabNet e organizados em planilhas do Excel 2019. Resultados: A Região Sudeste concentrou mais de 40% das internações por IC (832.819), enquanto a Região Sul apresentou a maior taxa proporcional média (148,93 internações/100 mil habitantes). Entre 2015 e 2019 observou-se declínio inicial das internações, seguido por redução abrupta em 2020, compatível com impacto da pandemia de COVID-19. Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste recuperaram as taxas a níveis próximos ou superiores aos pré-pandemia. O gasto total do SUS ultrapassou R$ 3,03 bilhões no período, com pico em 2023 (R$ 315,69 milhões). O custo médio por internação aumentou 59,4% ao longo da década, atingindo R$ 2.395,44 em 2024. Conclusão: A insuficiência cardíaca mantém alta carga epidemiológica e econômica no Brasil, com marcadas desigualdades regionais. O aumento contínuo do custo médio por internação e a rápida recuperação pós-pandemia reforçam a dependência do cuidado hospitalar. Os achados evidenciam a necessidade de estratégias que fortaleçam ações preventivas, acompanhamento ambulatorial e qualificação dos sistemas de informação para orientar decisões em saúde pública.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1819-1831
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