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O PAPEL DO MÉDICO NA ERA DA TECNOLOGIA E DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
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Palavras-chave

Inteligência Artificial; Prática Médica; Ética em Saúde; Inovação Tecnológica; Humanização da Medicina.

Como Citar

Zambrini, B. Z., Moraes, A. L., Magalhães, P. H. J. de, Matallana , M. F. T., Oliveira, J. A., Gutierrez, A. D., Angelo, M. C. B. de, & Pontes, P. D. L. (2025). O PAPEL DO MÉDICO NA ERA DA TECNOLOGIA E DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 1376–1386. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1376-1386

Resumo

O avanço tecnológico e o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) têm provocado transformações significativas na prática médica contemporânea, afetando tanto os métodos diagnósticos e terapêuticos quanto a própria identidade profissional do médico. A inserção de sistemas inteligentes nos contextos clínicos ampliou a precisão dos diagnósticos, a eficiência dos tratamentos e a capacidade de gestão de dados em saúde. Contudo, essas inovações também suscitam dilemas éticos e epistemológicos que desafiam o papel do médico como agente central do cuidado. O presente estudo teve como objetivo analisar o papel do médico na era da tecnologia e da inteligência artificial, discutindo as implicações éticas, formativas e assistenciais decorrentes dessa integração entre o humano e o digital. Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, realizada nas bases de dados Google Scholar, Scopus e Web of Science, com o uso dos descritores “Artificial Intelligence”, “Medicine”, “Digital Health” e “Ethics”. Foram incluídos artigos publicados entre 2005 e 2025, em português e inglês, que abordassem a interação entre tecnologia, prática médica e ética profissional. Após a triagem e leitura completa dos estudos, 35 publicações atenderam aos critérios de inclusão e compuseram o corpus final da análise. Os resultados apontaram que a inteligência artificial representa uma ferramenta de apoio à decisão clínica, promovendo maior precisão e eficiência. Entretanto, destaca-se que o uso indiscriminado da tecnologia pode gerar dependência cognitiva, vieses algorítmicos e redução da autonomia profissional. Assim, o médico contemporâneo deve atuar como mediador crítico entre ciência e tecnologia, garantindo que o avanço digital seja guiado por princípios éticos e centrado no paciente. Conclui-se que a era da inteligência artificial redefine o papel do médico, exigindo novas competências técnicas, digitais e humanísticas. A incorporação responsável da IA na medicina tem potencial para aprimorar o cuidado, desde que mantenha o equilíbrio entre inovação e humanização da prática clínica.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1376-1386
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Copyright (c) 2025 Beatriz Zamberlan Zambrini, Agatha Lima Moraes, Pedro Henrique Jaber de Magalhães, Maria Fernanda Torres Matallana , Julia Augusto Oliveira, Arthur Duran Gutierrez, Maria Clara Berto de Angelo, Paulo Diego Lacerda Pontes

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