Terapia Hormonal na Menopausa e Osteoporose: Uma Revisão Sistemática
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1608-1630Palavras-chave:
osteoporose, menopausa, pós-menopausa, terapia de reposição hormonal, revisão sistematicaResumo
A osteoporose é uma doença caracterizada pela baixa densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura da mesma, com estrutura altamente porosa associada ao aumento da fragilidade óssea e consequente aumento do risco de fratura. Em virtude disso, é considerada um desafio para a saúde pública, acometendo principalmente mulheres na pós-menopausa, uma vez que neste período ocorre a diminuição da produção de estrogênio, hormônio que age no processo de remodelamento e reparação óssea, com significativa morbidade e mortalidade. Atualmente existem diversas substâncias que visam tratar a osteoporose, sendo substâncias análogas ou com ações análogas a estrogênios. No entanto, não existe consenso entre os estudos sobre qual a melhor alternativa terapêutica, bem como precisão na escolha clínica de acordo com as características individuais das pacientes. Assim, o presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre as terapias de reposição hormonal para osteoporose em mulheres menopausadas. Trata-se de uma revisão bibliográfica tipo sistemática, com análise de estudos que contemplem critérios de inclusão pré estabelecidos, janeiro de 2018 a dezembro de 2023. A base de dados utilizada para consulta foi o PubMed. Por meio dos resultados obtidos na presente revisão, espera-se uma melhor compreensão das diferentes terapias de reposição hormonal utilizadas na osteoporose no período de pós-menopausa. Por conseguinte, pode-se esperar também um aperfeiçoamento da prescrição médica dessas substâncias, o que possibilitaria uma elevação na qualidade de vida daqueles que utilizam a medicação para este fim. A terapia de reposição hormonal reduziu os níveis séricos de marcadores de reabsorção óssea, aumentou a densidade mineral e diminuiu os índices de fraturas osteoporóticas em comparação com o placebo. Esses resultados foram mais pronunciados quando a terapia foi administrada a mulheres com até 60 anos ou até 10 anos após a menopausa. Portanto, a prescrição deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios para cada paciente. É fundamental realizar novos estudos para correlacionar a eficácia da TRH com os outros tratamentos disponíveis na menopausa.
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