Panorama Epidemiológico das Internações e Óbitos por Endometriose no Brasil (2015–2025)

Autores

  • Eduardo Coutinho F Bocate UEPG
  • Camila Maria de Ávila FAG
  • Valana Justina Formighieri Puzzi FAG
  • Gabriel Francisco Donadel Machiavelli FAG
  • Karine Costa Ferreira UNIPAR
  • Amanda Heloisy Schuster UNIPAR
  • Beatriz Celsiany Candido da Silva UNIPAR
  • Amanda Gabrielly dos Santos UNIPAR
  • Ane Caroline de Assis FAG
  • Beatriz Minhos Matos Caetano UNIPAR
  • Gabrielli Rorato Tenca UNIPAR
  • Victoria Bulla Ronco UNICESUMAR
  • Isadora Carolina Rissi Colombo UNICESUMAR
  • Izabele Gomes Malaquias da Silva UNICESUMAR
  • Mirela de Pieri Cioni INTEGRADO
  • Isabela Gusso Batista PUC-PR
  • João Paulo Machado Carneiro Capello PUC-PR
  • Carla Jussiene da Silva UNICESUMAR
  • Ynaê Mahatma Paiva Franco FPP
  • Lorena Roberta dos Santos Fogaça FAG

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1940-1952

Palavras-chave:

Endometriose, Morbidade, Epidemiologia, Brasil

Resumo

Este estudo tem por objetivo analisar a epidemiologia das internações e óbitos por Endometriose no Brasil no período de 2015 a 2025. Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, quantitativa e epidemiológica, utilizando dados secundários obtidos por meio do Sistema de Informações Hospitalares do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SIH/DATASUS). Foram avaliadas variáveis como região geográfica, faixa etária e raça/cor. Durante o período estudado, foram registradas 125.217 internações por Endometriose, com maior concentração na Região Sudeste (42,8%), seguida pelas regiões Nordeste (25,5%) e Sul (17,8%). As faixas etárias mais acometidas foram 30 a 49 anos, que juntas representaram 67,7% de todas as internações. A população parda foi a mais afetada (42,7%), seguida pela população branca (36,8%). Foram registrados ainda 166 óbitos relacionados à doença, com maior predominância na Região Sudeste (47,0%). Os resultados evidenciam a elevada carga assistencial associada à Endometriose no país e reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, ampliação do acesso a serviços especializados e aprimoramento dos sistemas de informação em saúde.

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Referências

AAP; ACOG. Dysmenorrhea and endometriosis in the adolescent. Committee Opinion No. 760, American College of Obstetricians and Gynecologists, 2018. Disponível em: https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/committee-opinion/articles/2018/12/dysmenorrhea-and-endometriosis-in-the-adolescent. Acesso em: 9 fev. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Dados de internação e óbitos por Endometriose (2015–2025). Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/. Acesso em: 15 fev. 2025.

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Publicado

2025-11-25

Como Citar

Coutinho F Bocate, E., Maria de Ávila, C., Justina Formighieri Puzzi , V., Francisco Donadel Machiavelli, G., Costa Ferreira, K., Heloisy Schuster, A., Celsiany Candido da Silva, B., Gabrielly dos Santos, A., Caroline de Assis, A., Minhos Matos Caetano, B., Rorato Tenca, G., Bulla Ronco , V., Carolina Rissi Colombo, I., Gomes Malaquias da Silva, I., de Pieri Cioni , M., Gusso Batista, I., Machado Carneiro Capello, J. P., Jussiene da Silva, C., Mahatma Paiva Franco, Y., & Roberta dos Santos Fogaça, L. (2025). Panorama Epidemiológico das Internações e Óbitos por Endometriose no Brasil (2015–2025). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 1940–1952. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1940-1952