Análise do Impacto Econômico e da Gestão Hospitalar da Dengue no Brasil (2020-2024)
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1508-1520Palavras-chave:
Dengue, Gastos Hospitalares, MorbimortalidadeResumo
Introdução: No Brasil, as epidemias de dengue ocorrem em quase todo o território nacional. Apesar de a remissão da dengue ser quase sempre completa, o tempo de permanência no serviço de saúde associado ao fardo econômico relativo à doença é um fator preocupante. Objetivo: Analisar os gastos com a infecção por dengue nos serviços de saúde entre 2020 e 2024. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal em bases de dados secundárias, cujos dados foram obtidos no TABNET, contido no Departamento de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (DATASUS), com informações coletadas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) com dados do período de 2020 a 2024. Discussão: Houve um crescimento expressivo nos gastos hospitalares relacionados à dengue no Brasil especialmente em 2024. A Região Sudeste concentrou os maiores números de internações e gastos e a Região Norte os menores. O tempo nacional médio de permanência hospitalar foi de 3,2 dias. O aumento expressivo dos casos em 2024 indica a necessidade de estratégias integradas de combate à dengue. Conclusão: O ano de 2024 obteve um pico de gastos hospitalares relacionados à dengue, evidenciando o padrão sazonal da doença. A Região Sudeste liderou os maiores números de internações, volume de gastos e permanência hospitalar, este último juntamente com a Região Nordeste. Por fim, este estudo evidenciou o impacto dos fatores socioeconômicos na morbimortalidade da doença, refletindo a necessidade de políticas públicas que priorizem a equidade ao acesso à saúde.
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