Gliomas pediátricos de alto grau: alterações genéticas, epigenéticas e perspectivas terapêuticas

Autores

  • Stefanie Alves Escudero Universidade Paranaense
  • Ingridy Rhaiany Parreira Menegassi
  • Marcos Carrillo Garcia Neto
  • Victor Hugo Dranka Mori
  • Matheus Menna
  • João Thomaz Terra Prado Borges
  • Mateus Sérgio Cruz
  • Nadia Marin Nicioli
  • Jade Marin Nicioli
  • Fernanda Assunção Romero
  • Andreia Karla de Carvalho Barbosa Cavalcante
  • Leonardo Cordeiro do Nascimento

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1168-1178

Palavras-chave:

gliomas; genética tumoral; epigenética; terapias-alvo; imunoterapia.

Resumo

Os gliomas pediátricos de alto grau (pHGGs) constituem neoplasias raras, porém altamente agressivas, que permanecem entre os principais desafios da neuro-oncologia infantil. Apesar dos avanços no tratamento multimodal com cirurgia, radioterapia e quimioterapia, o prognóstico continua reservado, com baixas taxas de sobrevida global. Nas últimas décadas, o aprofundamento das análises genômicas e epigenômicas permitiu identificar assinaturas moleculares específicas, responsáveis por redefinir a classificação desses tumores e ampliar as possibilidades de intervenção terapêutica. Entre as principais alterações genéticas destacam-se as mutações em genes de histonas, particularmente H3K27M e H3G34R/V, além de mutações em TP53 e ATRX e amplificações em receptores tirosina-quinase como PDGFRA e EGFR. Do ponto de vista epigenético, alterações na metilação do DNA e da cromatina não apenas modulam a plasticidade celular tumoral, mas também se consolidam como ferramentas diagnósticas e prognósticas de alta precisão. Nesse contexto, surgem novas perspectivas terapêuticas baseadas em terapias alvo-moleculares, imunoterapias (incluindo vacinas peptídicas e células CAR-T), moduladores epigenéticos e estratégias de entrega locorregional e nanotecnológica. Embora ainda em estágio inicial de validação clínica, essas abordagens refletem um movimento em direção à medicina de precisão, que poderá transformar o manejo clínico dos pHGGs nas próximas décadas.

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Publicado

2025-11-17

Como Citar

Escudero, S. A., Menegassi, I. R. P., Neto, M. C. G., Mori, V. H. D., Menna, M., Borges, J. T. T. P., Cruz, M. S., Nicioli, N. M., Nicioli, J. M., Romero, F. A., Cavalcante, A. K. de C. B., & Nascimento, L. C. do. (2025). Gliomas pediátricos de alto grau: alterações genéticas, epigenéticas e perspectivas terapêuticas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 1168–1178. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1168-1178