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Cenário epidemiológico da artrite reumatoide e outras poliartropatias inflamatórias no Brasil
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Palavras-chave

Artrite reumatoide
Epidemiologia
Morbimortalidade
Saúde Pública
Sistema Único de Saúde

Como Citar

Madruga, G. S., Moraes, A. M., Honorato, D. F., Diniz, J. C. C., Bellumat, M. L., Almeida, M. B., & Carvalho Pessoa Badaró, R. (2025). Cenário epidemiológico da artrite reumatoide e outras poliartropatias inflamatórias no Brasil. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 1179–1191. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1179-1191

Resumo

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica, sistêmica e imunomediada, que acomete principalmente mulheres acima dos 50 anos. Inserida no grupo das poliartropatias inflamatórias, caracteriza-se por inflamação das articulações sinoviais e por manifestações extra-articulares, como pericardite e Síndrome de Sjögren. A relevância epidemiológica da AR se deve ao seu impacto na qualidade de vida e na sobrecarga dos serviços de saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar o cenário epidemiológico da artrite reumatoide e de outras poliartropatias inflamatórias no Brasil, no período de 2019 a 2024, identificando o perfil das internações e óbitos segundo sexo, faixa etária e região, além de discutir as implicações desses dados para a formulação de políticas públicas em saúde. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, baseado em dados secundários obtidos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas internações e óbitos hospitalares registrados em um intervalo de cinco anos, estratificados por variáveis sociodemográficas e regionais, excluindo-se dados incompletos. Os resultados apontaram maior incidência de internações e óbitos nas regiões Sudeste e Nordeste, com predominância de pacientes do sexo feminino e na faixa etária entre 60 e 69 anos. Esses achados refletem tanto o envelhecimento populacional quanto o maior acesso aos serviços de saúde nessas regiões. A maior prevalência entre mulheres pode ser explicada por fatores hormonais e pela maior procura por atendimento médico. Conclui-se que a artrite reumatoide impõe significativa carga assistencial ao sistema público de saúde, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, tratamento contínuo e redução das desigualdades regionais.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p1179-1191
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