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Incidência de Pancreatite Aguda em Pacientes no Pós-operatório de CPRE: Uma Revisão Sistemática
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Palavras-chave

CPRE
Pancreatite Aguda
COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS
FATORES DE RISCO
PROFILAXIA

Como Citar

Barletta, A. A. B., Barletta, C. A. B., Bezerra, R. A. dos S., Lima, J. V. S., & Pinto, J. A. L. (2025). Incidência de Pancreatite Aguda em Pacientes no Pós-operatório de CPRE: Uma Revisão Sistemática. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 972–981. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p972-981

Resumo

Introdução: A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é amplamente empregada no diagnóstico e tratamento de doenças pancreatobiliares, porém está associada a complicações relevantes, sendo a pancreatite aguda pós-colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (PAPCRE) a mais comum e potencialmente grave. Objetivo: Avaliar, por meio de revisão sistemática, a incidência, os fatores de risco e as estratégias de prevenção da PAPCRE, com base nas evidências publicadas entre 2000 e 2025. Metodologia: A revisão foi conduzida segundo as recomendações do protocolo PRISMA 2020. Foram realizadas buscas nas bases PubMed, Scopus e Google Scholar utilizando os descritores “post-ERCP pancreatitis”, “incidence”, “risk factors” e “prevention”. Incluíram-se revisões sistemáticas, metanálises e estudos observacionais que apresentaram dados quantitativos sobre incidência, gravidade e mortalidade da PAPCRE. Resultados: A análise dos estudos revelou incidência global entre 4% e 10%, atingindo até 14% em pacientes de alto risco. A forma grave ocorreu em cerca de 0,5% dos casos, com mortalidade média de 0,2%. Fatores de risco consistentemente identificados incluem sexo feminino, disfunção do esfíncter de Oddi, canulação difícil, múltiplas tentativas de inserção e injeção inadvertida de contraste no ducto pancreático. As medidas profiláticas mais eficazes foram a administração retal de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), a hidratação vigorosa com solução de Ringer lactato e a colocação de stents pancreáticos temporários, conforme reforçado por diretrizes recentes da ESGE e por metanálises publicadas entre 2020 e 2023. Conclusão: A PAPCRE permanece uma complicação frequente, porém amplamente prevenível. A implementação de protocolos padronizados baseados em evidências, a capacitação técnica dos endoscopistas e a aplicação sistemática de medidas profiláticas farmacológicas e mecânicas são fundamentais para reduzir a incidência, a gravidade e os custos associados à PAPCRE.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p972-981
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