Resumo
Introdução: A discromatopsia (DVC), popularmente conhecida como daltonismo, é caracterizada pela alteração na percepção das cores devido ao comprometimento dos cones retinianos, os quais são as células responsáveis pela detecção das diferentes tonalidades. As DVCs podem ser classificadas como congênitas ou adquiridas, sendo a forma congênita vermelho-verde a mais comum. Essa variante apresenta herança recessiva ligada ao cromossomo X, o que justifica sua maior prevalência em homens. Trata-se, ainda, do distúrbio genético de locus único mais frequente na população, cuja alta taxa de mutação favorece o surgimento de múltiplos rearranjos genéticos associados à deficiência na visão cromática. Objetivos: Analisar a manifestação genotípica e fenotípica da discromatopsia no organismo humano. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. Foram incluídas nesse artigo, pesquisas feitas pelo PubMed, ScienceDirect, Scielo e BVS, durante o período de 2020 a 2025 em português, inglês e espanhol. Conclusão: O aprofundamento no conhecimento genético permitiu compreender a correlação entre genótipo e fenótipo, revelando um espectro que varia de formas leves de tricromacia anômala até dicromacias severas. Além disso, a identificação de haplótipos específicos possibilitou um maior entendimento acerca da deficiência cromática e outras condições oculares. Embora ainda não existam terapias curativas, os avanços na genética molecular têm aperfeiçoado o diagnóstico e dado possibilidade à novas intervenções terapêuticas voltadas às deficiências da visão cromática.
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