Resumo
O presente estudo teve como objetivo relatar e avaliar a eficácia do tratamento endodôntico convencional em um paciente com lesão periapical extensa envolvendo os dentes 31, 41 e 42, destacando a importância da abordagem conservadora e do acompanhamento prolongado. O caso clínico foi conduzido com protocolo não cirúrgico, empregando múltiplas trocas de medicação intracanal à base de hidróxido de cálcio em diferentes veículos e posterior obturação tridimensional dos canais radiculares. O acompanhamento clínico e radiográfico ocorreu ao longo de quinze anos, permitindo observar a regressão progressiva da lesão e a completa ossificação da área afetada.
Os resultados obtidos evidenciam a previsibilidade e a biocompatibilidade da terapia endodôntica convencional em casos de grandes lesões periapicais, demonstrando que a correta desinfecção do sistema de canais, aliada ao controle rigoroso da contaminação e ao selamento hermético, é suficiente para promover o reparo ósseo e restabelecer a função do elemento dentário, mesmo em situações de comprometimento severo.
O estudo reforça a importância do diagnóstico preciso, do emprego de materiais adequados e do acompanhamento clínico-radiográfico contínuo para assegurar o sucesso a longo prazo. Conclui-se que o tratamento endodôntico não cirúrgico deve ser considerado a primeira opção terapêutica para lesões periapicais extensas, evitando intervenções invasivas e preservando a estrutura dentária. O caso apresentado contribui para a literatura ao demonstrar que, quando conduzido com critério técnico e base científica, o tratamento conservador é capaz de alcançar completa regeneração óssea, mesmo em situações de alta complexidade clínica.
O presente estudo teve como objetivo relatar e avaliar a eficácia do tratamento endodôntico convencional em um paciente com lesão periapical extensa envolvendo os dentes 31, 41 e 42, destacando a importância da abordagem conservadora e do acompanhamento prolongado. O caso clínico foi conduzido com protocolo não cirúrgico, empregando múltiplas trocas de medicação intracanal à base de hidróxido de cálcio em diferentes veículos e posterior obturação tridimensional dos canais radiculares. O acompanhamento clínico e radiográfico ocorreu ao longo de quinze anos, permitindo observar a regressão progressiva da lesão e a completa ossificação da área afetada.
Os resultados obtidos evidenciam a previsibilidade e a biocompatibilidade da terapia endodôntica convencional em casos de grandes lesões periapicais, demonstrando que a correta desinfecção do sistema de canais, aliada ao controle rigoroso da contaminação e ao selamento hermético, é suficiente para promover o reparo ósseo e restabelecer a função do elemento dentário, mesmo em situações de comprometimento severo.
O estudo reforça a importância do diagnóstico preciso, do emprego de materiais adequados e do acompanhamento clínico-radiográfico contínuo para assegurar o sucesso a longo prazo. Conclui-se que o tratamento endodôntico não cirúrgico deve ser considerado a primeira opção terapêutica para lesões periapicais extensas, evitando intervenções invasivas e preservando a estrutura dentária. O caso apresentado contribui para a literatura ao demonstrar que, quando conduzido com critério técnico e base científica, o tratamento conservador é capaz de alcançar completa regeneração óssea, mesmo em situações de alta complexidade clínica.
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