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Alívio do sofrimento e dignidade no fim da vida: o uso de drogas psicotrópicas em pacientes oncológicos
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Palavras-chave

Cuidados paliativos; Oncologia; Drogas psicotrópicas; Qualidade de vida; Psicodélicos.

Como Citar

Tavares Gusso, E., Escudero, S. A., Tierno, G. V., Revers, K. M., Salvador, G. L., dos Santos, E. D. L. C., da Silva, L. F. G., Raposo, L. E., Vela, K. G., da Silva, V. F., Oligini, D. P., Silva, E. R. G., & Cavalcante, A. K. de C. B. (2025). Alívio do sofrimento e dignidade no fim da vida: o uso de drogas psicotrópicas em pacientes oncológicos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 472–481. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p472-481

Resumo

O câncer em estágio avançado impõe desafios físicos, emocionais e espirituais que comprometem significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Nesse contexto, os cuidados paliativos visam aliviar o sofrimento e promover conforto integral, sendo o uso de drogas psicotrópicas uma estratégia terapêutica relevante para o manejo dos sintomas psicológicos e existenciais. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa de literatura, as evidências científicas recentes sobre o papel das drogas psicotrópicas na melhoria da qualidade de vida em cuidados paliativos oncológicos. A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, SpringerLink e Wiley Online Library, abrangendo publicações de 2015 a 2025. Foram selecionados onze artigos que abordaram o uso de antidepressivos, ansiolíticos, canabinoides, psicoestimulantes e psicodélicos em contextos paliativos. Os resultados demonstram que essas substâncias, quando utilizadas de forma criteriosa e supervisionada, contribuem para o controle de sintomas como depressão, ansiedade, fadiga e sofrimento existencial, promovendo bem-estar emocional e espiritual. Entretanto, a literatura também aponta desafios éticos e clínicos relacionados à polifarmácia, ao risco de sedação excessiva e às desigualdades no acesso ao tratamento. Conclui-se que o uso de drogas psicotrópicas em cuidados paliativos oncológicos deve ser pautado em protocolos individualizados e fundamentado em uma abordagem interdisciplinar e humanizada, que valorize o alívio do sofrimento e a preservação da dignidade no processo de morrer.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p472-481
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Copyright (c) 2025 Eduardo Tavares Gusso, Stefanie Alves Escudero, Giovanna Veronez Tierno, Kauan Mayer Revers, Gabriel Lapezak Salvador, Enzo De Lorenzi Cancelier dos Santos, Luiza Ferreira Gomes da Silva, Lívia Enumo Raposo, Karoline Garrido Vela, Vitória França da Silva, Débora Portillo Oligini, Ellen Renata Gomes Silva, Andreia Karla de Carvalho Barbosa Cavalcante

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