Perfil Epidemiológico das Internações por Pancreatite Aguda no Brasil: um estudo retrospectivo
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p892-908Palavras-chave:
Pancreatite Aguda, Mortalidade, Pancreatite Aguda no BrasilResumo
O objetivo do estudo é analisar o perfil epidemiológico das internações por pancreatite aguda no Brasil entre os anos de 2019 e 2024. Trata se um estudo epidemiológico, retrospectivo e quantitativo colhido a partir dos dados do departamento de informação de saúde do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As variáveis utilizadas foram: internações hospitalares, município, óbitos, faixa-etária, cor/raça, ano processamento, sexo e gastos hospitalares. Ademais foi realizada uma revisão de literatura para embasar o estudo, utilizando as bases de dados: Science Direct, Medline, Pubmed, Lilacs, Latindex e SciElo. Os descritores utilizados foram: pancreatite aguda, mortalidade, pancreatite aguda no Brasil. Neste período, foram registradas 219.316 internações por pancreatite aguda no Brasil. A distribuição regional mostrou maior concentração no Sudeste (47,6%). Os anos de maior número de internações foram 2023 (38.711) e 2024 (38.259). A faixa etária mais acometida foi 40‑49 anos (19,95%). Em relação ao sexo, 52,2% dos pacientes eram homens. Quanto à cor/raça, a maioria dos acometidos eram pardos 40,64%. A região Sudeste apresentou mais óbitos absolutos, enquanto o Nordeste teve maior mortalidade proporcional. Os custos hospitalares foram mais elevados no Sudeste e Sul, somando R$ 120.972.449 (70,38%). Esses resultados fornecem subsídios importantes para planejamento de políticas de saúde pública, alocação de recursos hospitalares e desenvolvimento de estratégias preventivas em nível nacional.
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