Rastreio, diagnóstico e conduta no Diabetes Mellitus Gestacional (DMG): uma revisão sistemática comparando os diferentes critérios (IADPSG x WHO x outros) e seus impactos nos desfechos perinatais
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p367-376Palavras-chave:
Diabetes Gestacional, Critérios Diagnósticos,, Resultado da Gravidez, Revisão Sistemática,, IADPSG.Resumo
Introdução: O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) constitui desafio significativo na saúde materno-infantil, com prevalência crescente globalmente. A ausência de consenso universal sobre os critérios ideais para seu rastreio e diagnóstico gera variabilidade na prática clínica e potencial impacto nos desfechos perinatais. Objetivo: Comparar os critérios de rastreio e diagnóstico do DMG (IADPSG, WHO e outros) e avaliar seus impactos nos desfechos perinatais. Metodologia: Revisão sistemática conduzida conforme diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed, Cochrane Library, Embase e LILACS até junho de 2024. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, coortes prospectivas e estudos comparativos que avaliaram diferentes critérios diagnósticos para DMG e seus desfechos. Resultados: Dos 32 estudos incluídos, os critérios IADPSG identificaram 50-65% mais casos de DMG comparados aos critérios anteriores, com consequente aumento de intervenções, porém com redução de 20-30% em desfechos adversos como macrossomia, distocia de ombro e pré-eclâmpsia. Os critérios da WHO-2013 demonstraram sensibilidade intermediária, enquanto protocolos de duas etapas mostraram variabilidade significativa na detecção. Conclusão: Os critérios IADPSG associam-se à maior detecção de DMG e potencial redução de complicações perinatais, embora com aumento da carga assistencial. A escolha do critério deve considerar o contexto epidemiológico e os recursos disponíveis.
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