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Acidente vascular cerebral: Análise das hospitalizações e aspectos epidemiológicos
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Palavras-chave

Epidemiologia
Acidente Vascular Cerebral
Hospitalização
Mortalidade.

Como Citar

de Góis Carvalho Silva, A., Augusto Paes de Barros Silva, L., Mendonça de Oliveira, C. E., Costa Leite Lúcio, H., Guilhem Boscoli da Silva, F., Martins Bergo, H., Alves Carvalho Madrid, C., Daniel Picinin, V., Santos Patez, M. E., Braga Monteiro Júnior, L. M., Del Greco Michelazzo, G., & Ribeiro Nader, G. (2025). Acidente vascular cerebral: Análise das hospitalizações e aspectos epidemiológicos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(11), 182–194. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p182-194

Resumo

Este artigo tem por objetivo realizar uma análise epidemiológica das internações e óbitos por acidente vascular cerebral (AVC) no Brasil entre os anos de 2019 e 2024, buscando identificar tendências temporais e perfis populacionais mais atingidos. Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, com base nos dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), obtidos por meio da plataforma TabNet, disponibilizada pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os dados foram organizados e analisados no Microsoft Excel 2019. Durante o período estudado, observou-se uma maior concentração de internações nas regiões Sudeste e Nordeste, sendo o Sudeste responsável por mais de 40% dos casos. Indivíduos com 60 anos ou mais representaram a maioria das internações (72,2%), com predominância discreta do sexo masculino (52,5%) e maior proporção entre pessoas autodeclaradas pardas (44,9%). Em 2020, houve queda nas internações e aumento da mortalidade por AVC, com posterior tendência de estabilização a partir de 2022, refletindo os impactos da pandemia de COVID-19 sobre o sistema de saúde. Conclui-se que os achados do estudo contribuem para a compreensão atual do perfil epidemiológico do AVC no país, ressaltando a importância de estratégias públicas de prevenção, diagnóstico precoce e cuidado integral, especialmente em populações mais vulneráveis e em contextos de crise sanitária.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p182-194
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