Eficácia da Uvulopalatofaringoplastia no Tratamento do Ronco e da Apneia Obstrutiva do Sono: Uma Revisão Sistemática
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Palavras-chave

Apneia obstrutiva do sono
Uvulopalatofaringoplastia
Cirurgia multinível
Ronco

Como Citar

Vitto , M. P. D. (2025). Eficácia da Uvulopalatofaringoplastia no Tratamento do Ronco e da Apneia Obstrutiva do Sono: Uma Revisão Sistemática. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(12), 284–290. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p284-290

Resumo

Introdução: O ronco e a apneia obstrutiva do sono são condições altamente prevalentes, associadas à redução da qualidade de vida e ao aumento do risco cardiovascular. A uvulopalatofaringoplastia e suas modificações são amplamente utilizadas como alternativas cirúrgicas, embora sua eficácia e durabilidade permaneçam controversas.

Objetivo: Avaliar a eficácia e a segurança da uvulopalatofaringoplastia e de suas variantes no tratamento do ronco e da apneia obstrutiva do sono.

Síntese dos Dados: Foram incluídos cinco estudos: um ensaio clínico randomizado, um estudo de coorte prospectivo, um estudo de seguimento de longo prazo e duas séries de casos. Sundman et al. (2022) randomizaram 93 adultos com hipertrofia tonsilar para uvulopalatofaringoplastia modificada ou amigdalectomia isolada, observando reduções semelhantes no índice de apneia-hipopneia (51→28 vs. 57→25). MacKay et al. (2013) relataram, em 48 pacientes submetidos à cirurgia multinível (incluindo uvulopalatofaringoplastia), redução do índice de apneia-hipopneia (23,1→5,6) e melhora na Escala de Sonolência de Epworth (10,5→5,0). Weitzel et al. documentaram recorrência parcial dos sintomas após 8 anos de seguimento. Fujita et al. (1992) descreveram resultados variáveis e recidiva frequente após uvulopalatofaringoplastia clássica. Kamami (1996) relatou baixa durabilidade da uvulopalatoplastia assistida a laser. Os eventos adversos foram geralmente leves, como dor e disfagia transitória.

Conclusão: A uvulopalatofaringoplastia pode reduzir a gravidade da apneia e melhorar os sintomas, especialmente em estratégias cirúrgicas multinível, mas sua durabilidade é inconsistente. A amigdalectomia isolada pode ser suficiente em casos selecionados. As evidências ainda são limitadas, reforçando a necessidade de novos estudos randomizados com seguimento prolongado.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p284-290
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Referências

Sundman J, et al. Tonsillectomy versus modified uvulopalatopharyngoplasty in moderate to severe obstructive sleep apnea: a randomized trial. JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery. 2022.

MacKay S, et al. Multilevel surgery including modified uvulopalatopharyngoplasty for obstructive sleep apnea: a prospective cohort study. Journal of Clinical Sleep Medicine. 2013.

Weitzel EK, et al. Eight-year follow-up of modified uvulopalatopharyngoplasty in patients with obstructive sleep apnea. Journal of Clinical Sleep Medicine.

Fujita S, et al. Uvulopalatopharyngoplasty for obstructive sleep apnea: a community experience. Otolaryngology–Head and Neck Surgery. 1992.

Kamami YV. Laser-assisted uvulopalatoplasty for obstructive sleep apnea. Sleep. 1996.

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