O Manejo dos Pacientes com Glaucoma Primário de Ângulo Fechado
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n9p1246-1253Palavras-chave:
Glaucoma Primário de Ângulo Fechado, Terapia, Manejo, ComplicaçõesResumo
RESUMO: O glaucoma primário de ângulo fechado (GPAF) é uma condição, onde há o fechamento parcial ou completo do ângulo da camada anterior do olho, impossibilitando a drenagem do humor aquoso na parte interna do olho que, consequentemente, promove a elevação da pressão intraocular (PIO). O aumento, se não revertido, pode culminar em lesões no nervo óptico e até na cegueira de modo irreversível. A sua identificação e respectivo manejo da condição são fatores importantes para o prognóstico do paciente. OBJETIVO: Analisar o manejo dos pacientes com glaucoma de ângulo fechado. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa dos últimos 3 anos, do período de 2022 a 2025. O site utilizado para a pesquisa foi a Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando a base de dados da Medline e LILACS. Os descritores em ciências da saúde (DECS) que foram utilizados: "Glaucoma de Ângulo Fechado" "complicações" "diagnóstico" "terapia". Foram encontrados 30 artigos, sendo eles analisados conforme os critérios de inclusão e exclusão. Além disso, foi utilizado um documento do manual MSD e da Sociedade Brasileira de Glaucoma. Os critérios de inclusão foram artigos que apresentavam relação com a proposta e que foram disponibilizados na íntegra. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A intervenção imediata é essencial na fase aguda, pelo uso de fármacos, como acetazolamida oral e comícios, como pilocarpina a 2%, corticosteróide, maleato de timolol e tartarato de brimonidina. Associado a medicação, a realização de procedimentos, incluindo lente de indentação ou cone do tonômetro são importantes na redução da PIO. Após isso, usa-se procedimentos como LPI para comunicar as câmeras e reduzir a longo prazo a PIO. A trabeculectomia pode ser realizada nos casos refratários e crônicos. A facoemulsificação pode ser usada nos casos de catarata associada a GPAF na redução da pressão. CONCLUSÃO: Nessa perspectiva, nota-se a importância do manejo adequado para redução dos riscos de complicações.
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Referências
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