O Impacto das Desordens de Personalidade (DSM-5) no Ambiente de Trabalho e Performance Organizacional nas Companhias e Ambientes Institucionais – Revisão de Literatura.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n8p1178-1192Palavras-chave:
Transtornos de Personalidade; Saúde Ocupacional; Psicopatia Organizacional; Narcisismo no Trabalho; Liderança Tóxica; DSM-5.Resumo
Objetivo: Este artigo visa analisar o impacto dos Transtornos de Personalidade (TPs), conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª Edição (DSM-5), no ambiente de trabalho e no desempenho organizacional, com ênfase particular nos traços de personalidade antissocial/psicopatia e narcisismo em posições de liderança.
Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura científica existente, abrangendo pesquisas nas áreas de psicologia organizacional, psiquiatria, comportamento gerencial e saúde ocupacional. O foco recaiu sobre estudos que exploram a manifestação dos TPs no contexto profissional, suas consequências para o clima organizacional, produtividade, turnover e bem-estar dos colaboradores. Foram priorizadas publicações dos últimos cinco anos até abril de 2023, complementadas por obras clássicas e fundamentais.
Resultados: A literatura indica que indivíduos com TPs podem causar disfunções significativas no ambiente de trabalho. Traços de psicopatia e narcisismo, especialmente em líderes, associam-se a ambientes tóxicos, alta rotatividade de funcionários, diminuição da moral da equipe, aumento do estresse laboral e redução geral da produtividade. As manifestações incluem manipulação, exploração, falta de empatia, grandiosidade e comportamentos disruptivos que comprometem a colaboração e a confiança. Uma síntese dos principais impactos na produtividade empresarial é apresentada em formato de tabelas detalhadas.
Conclusão: O reconhecimento e a compreensão dos Transtornos de Personalidade no ambiente corporativo são cruciais para a gestão de pessoas e a sustentabilidade organizacional. A conscientização, a implementação de políticas de bem-estar e o desenvolvimento de estratégias de intervenção podem mitigar os efeitos adversos dos TPs, promovendo ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.
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