Quatro décadas após a epidemia de HIV/AIDS: conquistas e desafios

Autores

  • Hayslla Mikaella do Couto Araújo UNINASSAU Vilhena
  • Talia Aparecida Alves do Nascimento Discente em FACEMINAS
  • Natália Bóscolo Gutierrez Borges Discente de medicina em UNIUBE.
  • Caroline Mortoza do Prado Médica em UNINOVE - Universidade Move de Julho, Mauá/SP.
  • Lílian Neves Marques Costa Medica em Universidade de Rio Verde, campus Goianésia – GO
  • Josielen alexandria Serra da Silva Médica em hospital Nossa senhora das Mercês Pinheiro/MA.
  • Francisca Micilene Costa Farmacêutica em Centro Universitário do Norte-UNINORTE
  • Ana Paula da Penha Alves Enfermeira Mestranda em Ergonomia da UFPE.
  • Ana Caroline Santos Ramos UNINASSAU Vilhena
  • Nayalla Jales Maia Pedrosa Faculdade de Medicina Nova Esperança - FAMENE
  • Jaqueline Carvalho De Oliveira Silva Docente em Faculdade Maurício de Nassau de Vilhena-UNINASSAU.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p343-360

Palavras-chave:

Epidemia, HIV, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Tratamento, Prevenção

Resumo

Considerado um problema de saúde pública em escala global, a pandemia de HIV/AIDS tem gerado grande desafio para as autoridades desenvolverem as políticas públicas de saúde. Desde o seu primeiro caso registrado no início dos anos 80, considerado uma marca inextinguível na saúde, na sociedade e no crescimento econômico. Trata-se de pesquisa de revisão bibliográfica do tipo integrativa, cujo objetivo estabeleceu-se a partir da necessidade de elencar as principais descobertas e desafios após a epidemia do Vírus da Imunodeficiência Humana e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ocorrida na década de 1980. Foram encontradas mais de 1400 publicações com os descritores definidos para a pesquisa. Em seu primeiro registro foi rotulado como vírus associado a linfadenopatia, e já no ano seguinte, após a emissão de um relatório apontando aproximadamente 75 milhões de infectados e cerca de 32 milhões de mortes, e assim se instalou as primeiras preocupações das autoridades de saúde pública. Em 1983 foi desvendado que o retrovírus era o causador da AIDS, e no mesmo ano, foi designado o nome de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). A partir disto, houve a necessidade de desenvolver um método de diagnóstico, o Imunoensaio Enzimático (EIA) para identificar os portadores que ainda não apresentavam manifestações clínicas, ou seja, a forma assintomática. Para controlar a progressão da doença e reduzir os prejuízos desencadeados pelo comprometimento do sistema imune em decorrência da infecção, no final da década de 80 e 90, a FDA aprovou os primeiros fármacos, que eram utilizados em esquemas de monoterapia. Devido ao alto poder de replicação e mutação do vírus, mecanismos de resistência foram surgindo e novos meios de proteção e tratamento sendo criados. A cura do HIV já foi considerada um objetivo inatingível, mas com o avanço das pesquisas e novas descobertas, a erradicação do vírus da Imunodeficiência Humana é um objetivo alcançável. A maior esperando das pesquisas apontam para a utilização de anticorpos e desenvolvimento de vacinas.

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Publicado

2023-10-05

Como Citar

Araújo, H. M. do C., Nascimento , T. A. A. do, Borges , N. B. G., Prado , C. M. do, Costa , L. N. M., Silva , J. alexandria S. da, Costa , F. M., Alves , A. P. da P., Ramos , A. C. S., Pedrosa , N. J. M., & Silva , J. C. D. O. (2023). Quatro décadas após a epidemia de HIV/AIDS: conquistas e desafios. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(5), 343–360. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p343-360

Edição

Seção

Revisão de Literatura