Estudo Epidemiológico das Internações por Úlcera Gástrica e Duodenal no Brasil, entre 2020 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p1588-1605Palavras-chave:
Úlcera gástrica, Úlcera duodenal, Internações hospitalares, Helicobacter pylori, Epidemiologia regionalResumo
INTRODUÇÃO: Úlcera gástrica e úlcera duodenal são lesões na mucosa do estômago e do duodeno, respectivamente, causadas pelo desequilíbrio entre fatores agressivos, como ácido clorídrico, e mecanismos de defesa da mucosa. Essas condições estão associadas principalmente à infecção por Helicobacter pylori e ao uso de anti-inflamatórios não esteroides. Este estudo analisa as internações por essas úlceras no Brasil entre 2020 e 2024, destacando suas variações regionais e temporais. OBJETIVO: Este estudo visa quantificar e analisar as taxas de internações por úlcera gástrica e úlcera duodenal no Brasil. METODOLOGIA: O estudo retrospectivo com abordagem quantitativa utilizou dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), fornecidos pelo Departamento de Informática do SUS (TABNET/DATASUS). A análise abrangeu internações por úlcera gástrica e úlcera duodenal no Brasil de janeiro de 2020 a dezembro de 2024, empregando estatística descritiva e tabulação em planilhas do Microsoft Excel 2016 e Microsoft Word 10. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre 2020 e 2024, o Brasil registrou 54.744 internações por úlcera gástrica e duodenal, com a Região Sudeste concentrando a maioria dos casos (23.989). Observou-se um aumento gradual nas internações até 2023, alcançando o pico de 11.482 casos, seguido por uma leve redução em 2024. Essas variações refletem não apenas a retomada dos serviços de saúde pós-pandemia, mas também desigualdades regionais em acesso, condições socioeconômicas e capacidade diagnóstica. CONCLUSÃO: Portanto, as internações por úlcera gástrica e duodenal no Brasil entre 2020 e 2024 revelam desafios ligados a fatores socioeconômicos e acesso à saúde. A redução dessas internações exige políticas públicas adaptadas, prevenção eficaz, controle do Helicobacter pylori e educação em saúde. Investir em atenção primária, hábitos saudáveis e saneamento é essencial para diminuir desigualdades, melhorar a qualidade de vida e fortalecer o sistema de saúde nacional.
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