Fumaça ambiental do tabaco e transtornos neurocomportamentais em crianças: evidências atuais e mecanismos propostos
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p971-983Palavras-chave:
Tabagismo passivo, Desenvolvimento infantil, Poluição ambiental interna.Resumo
Introdução: A exposição pré e pós-natal à fumaça ambiental do tabaco (FAT) associa-se a prejuízos cognitivos, comportamentais e possivelmente motores em crianças, afetando o neurodesenvolvimento de forma multifatorial. Além de comprometer funções respiratórias e metabólicas, a FAT potencializa riscos neuropsicológicos duradouros, sobretudo em populações vulneráveis, como gestantes e lactentes, exigindo atenção científica e políticas preventivas.Objetivos: Investigar os efeitos da exposição pré e pós-natal à fumaça ambiental do tabaco no neurodesenvolvimento infantil, incluindo aspectos motores.Metodologia: Esta revisão narrativa analisou estudos publicados entre 2014 e 2025 sobre os efeitos da exposição pré e pós-natal à fumaça ambiental do tabaco no neurodesenvolvimento infantil. Foram investigadas alterações cognitivas, motoras e comportamentais, além dos mecanismos biológicos envolvidos. A busca utilizou bases científicas reconhecidas, abordando evidências clínicas e destacando lacunas para futuras pesquisas. Resultados e Discussão: Estudos recentes apontam que a exposição pré-natal à fumaça ambiental do tabaco e a poluentes internos está associada a déficits cognitivos, linguísticos e, em alguns casos, motores no desenvolvimento infantil. Apesar das limitações metodológicas, os achados reforçam a necessidade de políticas públicas focadas na melhoria da qualidade do ar domiciliar para proteger o neurodesenvolvimento infantil. Conclusão:Os dados indicam que a exposição pré-natal à fumaça do tabaco e poluentes internos compromete o desenvolvimento cognitivo e linguístico infantil. Reforça-se a necessidade de intervenções preventivas e pesquisas futuras com biomarcadores e delineamentos longitudinais para esclarecer essas associações.
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