EDUCAÇÃO SEXUAL CRÍTICA COMO ESTRATÉGIA PARA PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ PRECOCE: relato de experiência no ensino médio
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p587-598Palavras-chave:
Educação sexual, Gravidez na adolescência, Saúde escolar, Direitos reprodutivos, Promoção da saúdeResumo
INTRODUÇÃO:A gravidez na adolescência ainda representa um desafio significativo à saúde pública brasileira, impactando negativamente a vida escolar, profissional e social de jovens em situação de vulnerabilidade. Diversos fatores, como a desinformação, a ausência de diálogo familiar e a precariedade da abordagem sobre sexualidade no ambiente escolar, contribuem para a persistência desse problema. OBJETIVO: O presente relato de experiência teve como objetivo analisar a importância da educação sexual no ambiente escolar como estratégia de prevenção da gravidez precoce. METODOLOGIA: A ação foi desenvolvida por acadêmicas de Enfermagem da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), por meio da realização de uma roda de conversa com alunas do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública localizada em Balsas – MA. A atividade promoveu um espaço de escuta ativa e orientação sobre sexualidade, métodos contraceptivos e direitos reprodutivos, utilizando linguagem acessível, acolhedora e adaptada à realidade das participantes. Em complemento à atividade prática, foi realizada uma revisão de literatura para embasar teoricamente os temas abordados, garantindo respaldo científico à intervenção. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados evidenciaram fragilidades na formação sexual das adolescentes, reveladas por meio das dúvidas frequentes sobre o uso de métodos contraceptivos, riscos associados à pílula do dia seguinte e sinais de complicações reprodutivas. Além disso, observou-se dificuldade de diálogo com a família, além da inexistência de uma abordagem contínua e adequada sobre sexualidade na escola. Esses fatores ampliam os riscos relacionados à gravidez precoce e reforçam a importância da atuação da enfermagem em ações educativas, com foco na promoção da saúde sexual e reprodutiva. A literatura consultada corrobora a relevância da educação sexual pautada em princípios éticos, científicos e participativos como estratégia fundamental para o fortalecimento da autonomia dos adolescentes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a educação sexual, quando conduzida de forma ética, científica e participativa, contribui significativamente para a promoção da saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes. A inserção de rodas de conversa e outras metodologias ativas no contexto escolar fortalece a autonomia dos jovens, reduz vulnerabilidades e promove o exercício consciente da sexualidade.
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