“SEPSE NA SALA DE EMERGÊNCIA: IMPACTO DO RECONHECIMENTO PRECOCE E DA INTERVENÇÃO RÁPIDA NOS DESFECHOS CLÍNICOS”
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p344-352Palavras-chave:
Sepse. Prognóstico. Intervenções.Resumo
Introdução: A sepse é uma condição clínica grave, caracterizada por uma resposta inflamatória desregulada a uma infecção, podendo levar à disfunção orgânica múltipla e morte se não tratada precocemente. Estima-se que seja uma das principais causas de mortalidade hospitalar, principalmente em unidades de emergência. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são fundamentais para reduzir a mortalidade associada a essa síndrome. Objetivo: Reunir e analisar as principais evidências científicas sobre o reconhecimento precoce e as intervenções rápidas no atendimento ao paciente com sepse nas salas de emergência, destacando a importância da padronização de condutas e a atuação integrada das equipes assistenciais. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura entre junho de 2024 e junho de 2025, utilizando as bases PubMed, SciELO, BMC Emergency Medicine e Google Acadêmico. Os artigos selecionados foram publicados entre 2014 e 2024, com acesso gratuito, abordando a identificação precoce da sepse, estratégias de triagem, e os impactos de intervenções no atendimento de emergência. Resultados: A revisão destaca que a administração precoce de antibióticos e o início imediato de reposição volêmica são cruciais para a redução da mortalidade. Protocolos como o “Sepsis Six” e “golden hour” têm mostrado eficácia na melhora dos desfechos clínicos. A capacitação contínua da equipe multiprofissional e o uso de tecnologias, como sistemas de alerta precoce, são fundamentais para a identificação e intervenção rápidas. Contudo, a adesão aos protocolos e a infraestrutura inadequada ainda representam desafios. Conclusão: O reconhecimento precoce e a implementação de intervenções rápidas são determinantes para a redução da mortalidade por sepse. A adoção de protocolos estruturados, capacitação contínua das equipes e o uso de tecnologias de apoio são essenciais para melhorar os desfechos no atendimento de emergência. Investimentos em educação e infraestrutura são necessários para superar barreiras existentes e garantir um atendimento mais eficiente.
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