Cosmiatria Genital: O Limite dos Procedimentos Estéticos Entre a Ginecologia e a Cirurgia Plástica - uma revisão literária

Autores

  • Guilherme Augusto Barcelos UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
  • Ana Clara Monteiro Pereira
  • André de Oliveira Paiva
  • Cecilia Guimarães Barcelos
  • Gabriela Barbosa de Sá Rocha
  • Guilherme Carvalho de Souza
  • Luís Filipe dos Santos Costa
  • Pedro Giacomini de Souza
  • Gabriela Lopes Oliveira
  • Rafaela Lopes Oliveira
  • Vanessa de Souza Assunção Barcelos
  • Avha Clarice Paixão Soares

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p245-251

Palavras-chave:

cosmiatria genital, cirurgia plástica, ginecologia estética, rejuvenescimento íntimo, procedimentos estéticos genitais, genital cosmetology, plastic surgery, aesthetic gynecology, intimate rejuvenation, aesthetic genital procedures

Resumo

INTRODUÇÃO: O Brasil lidera as cirurgias íntimas, com a labioplastia representando 18,43% dos procedimentos globais em 2019 (Rohden, 2021). Essa demanda crescente é influenciada por padrões estéticos, mídia e pornografia (Lowe, 2021). A cosmiatria genital inclui labioplastia, vaginoplastia, preenchimento vulvar e clareamento genital, gerando debates sobre ética, funcionalidade e estética. Enquanto ginecologistas priorizam a função, cirurgiões plásticos focam na aparência. No Brasil, 79,2% das labioplastias são realizadas por cirurgiões plásticos, comparado a 34,5% nos EUA (Rohden, 2021). A ausência de um padrão anatômico e a patologização da diversidade genital trazem dilemas éticos (Panicker, 2022). A colaboração entre especialidades pode aprimorar a segurança e os resultados.

OBJETIVO: Analisar a complementaridade entre ginecologia e cirurgia plástica em procedimentos estéticos genitais e seus impactos médicos, éticos e socioculturais.

MÉTODOS: Revisão qualitativa em bases como Scielo, PubMed, Lilacs e Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, com artigos de 2019 a 2025. Priorizou-se revisões sistemáticas, ensaios clínicos e diretrizes médicas. Estudos sem revisão por pares ou relevância direta foram excluídos.

CONCLUSÃO: A labioplastia é o procedimento íntimo mais comum, frequentemente realizado por razões estéticas, o que gera controvérsias médicas e éticas. Outros procedimentos incluem vaginoplastia, preenchimento vulvar, lipoaspiração do monte de Vênus, redução do capuz do clitóris e clareamento genital (Medeiros, 2019). A atuação conjunta entre ginecologistas e cirurgiões plásticos promove melhores resultados: os primeiros preservam a função e a sensibilidade, enquanto os segundos aprimoram a estética. A falta de conhecimento sobre a diversidade anatômica leva muitas mulheres a patologizar variações naturais (Rohden, 2021; Lowe, 2021). A eficácia do rejuvenescimento vaginal a laser é limitada e controversa (Cheng, 2021). A ausência de regulamentação e de estudos sobre efeitos a longo prazo expõe pacientes a riscos como cicatrizes, infecções e perda de sensibilidade sexual (Panicker, 2022). Diretrizes formais, capacitação profissional e educação sobre anatomia feminina são essenciais para garantir práticas seguras, éticas e centradas na autonomia da mulher.

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Referências

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Publicado

2025-07-05

Como Citar

Barcelos , G. A., Pereira , A. C. M., Paiva , A. de O., Barcelos , C. G., Rocha , G. B. de S., Souza, G. C. de, Costa , L. F. dos S., Souza, P. G. de, Oliveira , G. L., Oliveira , R. L., Barcelos , V. de S. A., & Soares , A. C. P. (2025). Cosmiatria Genital: O Limite dos Procedimentos Estéticos Entre a Ginecologia e a Cirurgia Plástica - uma revisão literária. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(7), 245–251. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p245-251