EVOLUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL AO LONGO DE 27 ANOS

Autores

  • Luiz Roberto Gontijo Silva UNIPAM
  • Fernanda da Mata Martins
  • Tania Aparecida de Araújo
  • Juliana Rocha Cavalcanti Barros

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p632-643

Palavras-chave:

Mortalidade infantil; pediatria; faixa etária; saúde.

Resumo

Introdução: A taxa de mortalidade infantil (TMI) é definida como a relação entre o número de óbitos em menores de um ano de idade por mil nascidos vivos (NV), em determinada área geográfica e período. É considerada um indicador bastante sensível para avaliar a qualidade de vida, o desenvolvimento socioeconômico e o acesso da população aos serviços de saúde3.Objetivos: Analisar a evolução da TMI entre 1996 e 2022, nas diferentes regiões do Brasil, verificando possíveis associações com fatores socioeconômicos, regionais e contextuais, com o intuito de compreender as desigualdades existentes e os principais determinantes dessa taxa. Métodos: Foi um estudo observacional, descritivo e quantitativo, utilizando dados do DATASUS (SIM e SINASC) e analisado com regressão de Prais-Winsten no Stata 14. Foram avaliadas variáveis como sexo, faixa etária do óbito e região. Não foi necessária a prévia aprovação pelo comitê de ética, pois os dados são de acesso público. Resultados:. A TMI caiu de 25,47 em 1996 para 12,59 óbitos/1000 nascidos vivos em 2022, com maior redução entre 2010 e 2016. A taxa foi mais alta entre meninos, no período neonatal precoce (até 7 dias de vida) e nas regiões Norte e Nordeste. Conclusões: Essas diferenças entre as regiões evidenciam desigualdades socioeconômicas importantes. Embora a tendência de queda tenha sido confirmada em todas as regiões, desafios persistem, exigindo intervenções para melhorar o acesso a saúde e fortalecer o cuidado neonatal, garantindo maior sobrevivência infantil.  

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Publicado

2025-07-11

Como Citar

Gontijo Silva, L. R., da Mata Martins, F., Araújo, T. A. de, & Barros, J. R. C. (2025). EVOLUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL AO LONGO DE 27 ANOS . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(7), 632–643. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p632-643