PREVALÊNCIA DO TERCEIRO TROCANTER EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n7p447-454Palavras-chave:
prevalência, terceiro trocanter, fêmures secosResumo
Em Anatomia, variação anatômica é um desvio da morfologia normal de um órgão ou estrutura de um indivíduo que não traz prejuízo à função, podendo ocorrer interna ou externamente. Um dos segmentos do corpo que apresenta grande variabilidade de suas estruturas são o crânio e a pelve. Ossos longos apresentam também grande variabilidade em suas estruturas, dentre eles o fêmur. Uma das variações da extremidade proximal do fêmur é a presença do terceiro trocanter. Sua incidência variável em diferentes populações pode ser de certo interesse na área da Antropologia. Assim sendo, a proposta do nosso estudo é verificar a prevalência do terceiro trocanter em fêmures humanos pertencentes a uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil e sua relação com o dimorfismo sexual. Para o nosso estudo foram utilizadas 402 ossadas secas de adultos, totalizando 804 fêmures, sendo 160 ossadas do sexo feminino (320 fêmures) e 242 ossadas do sexo masculino (484 fêmures). Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta para coleta dos dados por meio da face ventral deste osso e procedimento descritivo para análise dos mesmos. Com relação a amostra total, das 402 ossadas, 269 (66,9%) não apresentaram o terceiro trocanter em seus fêmures. O terceiro trocanter esteve presente bilateralmente em 69 ossadas (17,2%). Em algumas ossadas observamos a presença do terceiro trocanter em apenas um fêmur, sendo unilateral esquerdo em 24 (6,0%) e unilateral direito em 40 ossadas (9,9%). Do total de fêmures (n=804), o terceiro trocanter esteve ausente em 74,88% dos casos e presente em 25,12% dos fêmures estudados. Com relação ao sexo não houve diferença significativa. Esperamos que mais estudos sejam realizados em nossa população.
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