ESTUDO MORFOLÓGICO EM ACRÔMIOS PERTENCENTES A UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n5p1509-1520Palavras-chave:
Variações, acrômio, escápulas secasResumo
Em Anatomia, variação anatômica é um desvio da morfologia normal de um órgão ou estrutura de um indivíduo que não traz prejuízo à função, podendo ocorrer interna ou externamente. A escápula é um osso que apresenta inúmeras variações e é classificado como plano de forma triangular que se encontra posicionada na face póstero-lateral da parede torácica, entre a segunda e a sétima costela, apresentando uma superfície ventral e outra dorsal, além de bordas e ângulos palpáveis. A nossa proposta é verificar a prevalência dos tipos de acrômio com relação a sua curvatura e a forma do seu ápice e posteriormente relacionar com o dimorfismo sexual em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil. Para o nosso estudo foram utilizadas 640 escápulas secas de adultos, sendo 224 do sexo feminino e 416 do sexo masculino, separadas em lados direito e esquerdo pareadas. A amostra está compreendida na faixa etária entre 20 e 95 anos. Os acrômios foram classificados de acordo com a sua curvatura em três tipos, utilizando-se o método de Bigliani, Morrison e April (1986): Tipo I, plano; Tipo II, curvo e Tipo III ganchoso. Classificamos também as formas de apresentação do ápice do acrômio em três tipos: Tipo I, arredondado; Tipo II, plano e Tipo III, em esporão. Com relação a curvatura do acrômio, o Tipo I foi encontrado em 30,62% dos casos, o Tipo II em 58,75% e o Tipo III em 10,62%. Tanto do lado direito como no esquerdo o Tipo II foi mais frequente. As formas do ápice também com relação a amostra total (n=640), observamos os seguintes resultados: O Tipo I foi encontrado em 45,31% dos casos, o Tipo II em 33,12% e o Tipo III em 21,56%. Esperamos que mais estudos sejam realizados em nossa população, devido à grande miscigenação encontrada em nosso país.
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