AVALIAÇÃO DO USO DE ESTABILIZADORES DE HUMOR EM PACIENTES SEM DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO FORMAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p1333-1345Palavras-chave:
Atenção primária; Estabilizadores de humor; Transtornos.Resumo
Introdução: A utilização de estabilizadores de humor tem sido amplamente consolidada na prática médica psiquiátrica para o tratamento e cuidado de transtornos do espectro bipolar e outras condições afetivas, no entanto, observa-se um fenômeno crescente na atenção primária à saúde: a prescrição desses fármacos para pacientes sem diagnóstico psiquiátrico formal. Objetivo: Analisar as evidências sobre o uso de estabilizadores de humor em pacientes sem diagnóstico psiquiátrico formal na atenção primária, focando nos critérios de prescrição, desfechos clínicos e riscos associados. Metodologia: Este estudo foi uma revisão de literatura realizada de novembro de 2024 a abril de 2025, com busca em PubMed e Medline. A pesquisa seguiu a estratégia PICO e as etapas do PRISMA para seleção e análise de estudos, com critérios de inclusão como artigos publicados nos últimos 5 anos que tratam da prescrição de estabilizadores de humor na atenção primária. Resultados e Discussão: Foram selecionados 8 estudos que indicam que a prescrição de estabilizadores de humor na atenção primária, sem diagnóstico psiquiátrico formal, é comum, mas controversa. Embora aliviem sintomas emocionais inespecíficos, apresentam riscos como efeitos adversos e uso indevido. A falta de diretrizes claras e a formação inadequada dos profissionais aumentam esses riscos, enquanto alguns estudos sugerem benefícios em contextos específicos. Conclusão: O uso de estabilizadores de humor fora de indicações psiquiátricas formais é crescente, mas carece de respaldo científico. A prática pode mascarar transtornos psiquiátricos e envolve riscos significativos. Recomenda-se a criação de protocolos específicos e mais pesquisas sobre o impacto a longo prazo dessa prática na atenção primária.
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