O Impacto do Uso Precoce de Telas Digitais no Neurodesenvolvimento Infantil: Evidências Atuais e Recomendações para uma Abordagem Equilibrada
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p179-190Palavras-chave:
Uso precoce de telas digitais, Neurodesenvolvimento infantil, Impactos cognitivos e emocionaisResumo
INTRODUÇÃO: A exposição precoce a telas digitais tornou-se uma preocupação crescente, especialmente na primeira infância, fase crucial para o desenvolvimento neurocognitivo. O uso excessivo de tecnologia pode levar a dificuldades de atenção, distúrbios do sono e impactos na saúde mental e social das crianças. Estudos indicam atrasos no desenvolvimento motor e emocional, reforçando a necessidade de um uso equilibrado. Este artigo analisa os impactos do tempo de tela e propõe recomendações para pais e educadores, visando um neurodesenvolvimento saudável. OBJETIVOS: O artigo busca analisar os impactos do uso precoce de telas no neurodesenvolvimento infantil, identificar fatores de risco e propor recomendações para um uso equilibrado. Examina os efeitos na cognição, emoção e interação social, os riscos como TDAH, obesidade e distúrbios do sono, além da influência de fatores socioeconômicos.
METODOLOGIA: Esta revisão sistemática, conduzida segundo as diretrizes PRISMA, analisou o impacto do uso precoce de telas no neurodesenvolvimento infantil e estratégias para um uso equilibrado. A busca sistemática em bases como PubMed, Scopus e Web of Science incluiu estudos observacionais, ensaios clínicos e meta-análises recentes. A avaliação da qualidade metodológica utilizou ferramentas validadas. Os achados identificaram padrões de uso e impactos cognitivos, emocionais e sociais, além de estratégias para minimizar riscos, contribuindo para diretrizes que promovam um desenvolvimento saudável.
CONCLUSÃO: Em síntese, embora o uso excessivo de telas possa comprometer o desenvolvimento infantil, seu uso equilibrado pode trazer benefícios. A mediação dos cuidadores e a qualidade das interações familiares são essenciais para mitigar impactos negativos e promover um desenvolvimento saudável. No entanto, a exposição prolongada está associada a riscos emocionais, sociais e físicos. Assim, é fundamental priorizar diretrizes que incentivem um uso consciente, integrando a tecnologia ao brincar e às interações sociais para potencializar benefícios e minimizar prejuízos ao neurodesenvolvimento.
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